conecte-se conosco

Cultura

“A Cannabis teve papel enorme”, diz Gilberto Gil sobre bossa nova

Músico chegou a afirmar que o ritmo “não existiria” sem a planta

Published

on

Não é segredo para ninguém o gosto de grandes personalidades da música brasileira pela Cannabis. Um desses nomes, Gilberto Gil, ressaltou de forma bastante poética a importância da planta para o desenvolvimento da ritmos marcantes no país. De acordo com o baiano, “não existiria a bossa nova sem a maconha”, ressaltando que a planta foi fundamental na carreira de um dos grandes expoentes do gênero, João Gilberto.

Veja também: Maria Zilda Bethlem defende Cannabis: “as pessoas dão risada, contam histórias”

“Aquela suavidade no João Gilberto, aquela intensidade moderada do Bob Marley, em tudo isso, sem dúvida nenhuma, a maconha teve papel enorme. Não existiria a bossa nova sem a maconha”, afirmou Gil em entrevista numa casa de shows no Rio de Janeiro. A referência ao reggae, aliás, é marcante nas suas canções.

Ele destacou a potência da planta no estímulo de sua criatividade. O consumo de Cannabis, acredita Gil, garante o acesso a lugares mais profundos da mente e de uma forma mais leve.

“A maconha tem uma coisa, ela clica uma coisa na interioridade, na consciência verbal que, ao menos pra mim, tinha isso de ensejar passeios mais tranquilos pelo campo da música, da melodia, do ritmo”, disse.

Veja também: “Sasha me diz para experimentar”, afirma Xuxa sobre Cannabis

Gilberto Gil já foi detido pelo posse de maconha. O fato aconteceu na década de 1970, durante excursão dos Doces Bárbaros, em que dividia o palco com Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia. Ele chegou a ser internado por dois meses em um centro de reabilitação devido ao ocorrido. Mas, mesmo em meio a perseguições e ao tabu ainda existente a respeito, sua relação com a planta não é vergonha – pelo contrário, ainda é vista como uma ferramenta de trabalho.

“Fumo diariamente, mas não uso outras drogas, porque sou viciado apenas em maconha, que me auxilia sensivelmente na minha introspecção mística”, explicou Gil.