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Cultura

Cannabis alivia a dura rotina de mães

Canadenses se organizam para derrubar estigma

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Consumir Cannabis é algo negativo para mães? A canadense Jordana Zabitsky é uma das muitas que não acreditam nisso. De acordo com ela, a longa jornada diária de trabalho doméstico e em seu emprego quase impossibilitam que ela consiga viver bem. Nesse contexto, a planta é uma solução para aliviar o desgaste físico e psicológico.

“Espera-se que trabalhe em tempo integral, que cuide dos meus filhos em tempo completo, que limpe minha casa, pague minhas contas, troque os pneus de inverno a tempo…”, afirmou Zabistky. “Levo muita coisa nos ombros, sou uma só, a Cannabis me permite cumprir minhas tarefas diárias muito melhor!”, completou a mãe.

Jordana criou um grupo no Facebook chamado “Mãe Maria”, no qual as cerca de 5.000 mulheres reunidas conversam abertamente sobre a importância da Cannabis em suas rotinas diárias.

“As mães se sentem sós e não sabem aonde ir, se sentem envergonhadas e temerosas”, disse Annie-Claude Bertrand, que auxilia na administração do grupo.

Karine Cyr, da província de Quebec, é mãe de dois filhos e utiliza óleo medicinal de canabidiol (CBD), uma forma de evitar que recorra ao uso de opiáceos para o tratamento de ansiedade e depressão.

“Não estava dormindo, tinha grandes problemas de sono. E a primeira vez que tomei óleo de CBD, dormi a noite toda como antes”, afirma Karine, que é criadora da comunidade “Minhas flores queridas”, reunindo 500 mulheres em atuação similar ao “Mãe Maria”.

“Quando consumo minha Cannabis, depois dos afazeres domésticos, brinco com meus filhos, estou mais presente com meus filhos, sou mais paciente, me ajuda na minha vida diária a ser uma mãe melhor, uma pessoa melhor”, explica.

E na gravidez, pode?

Os médicos são contrários a isso. Segundo o psiquiatra Antoine Kanamugire, o THC penetra na placenta, fazendo com que o feto receba a substância numa proporção entre 10% e 30% e afetando o desenvolvimento dos sistemas imunológico e nervoso central. O composto ainda pode contaminar o leite materno.

Jordana, no entanto, contraria as recomendações. Ela afirma ter fumado um “baseado” antes de seu parto, fato inclusive notificado a seus médicos. O crescimento de seus filhos, ela garante, não foi prejudicado: com um ano e meio e três anos de idade, as crianças são “incríveis” e “muito inteligentes”.