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Cultura

Carnaval do Rio terá bloco sobre legalização da Cannabis

“Planta na Mente” desfila na quarta-feira de cinzas

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Carnaval é festa, alegria e diversão, mas também é política e cultura. Basta prestar atenção nos sambas-enredo, os quais comumente homenageiam personagens históricos, artistas e, especialmente, as tradições africanas. Os blocos de rua não ficam para trás: alguns deles fazem referência a movimentos sociais, como o “Planta na Mente”,  inspirado pela legalização da Cannabis. O desfile acontece na quarta-feira de cinzas, às 16h20, saindo dos Arcos da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro.

O “Planta” iniciou suas atividades em 2010, promovendo a primeira passeata um ano depois. Defensor da liberação de todas as formas de consumo de Cannabis, o grupo promove uma série de atividades a respeito da legalização – principalmente fora da época carnavalesca.

“O bloco é uma tradição na cidade. Uma forma de usar o lúdico como ferramenta de mudança. É uma maneira de usar a linguagem do carnaval para mostrar o descontentamento com uma lei que oprime. Desde o início, a proposta é promover atividades, como cinema a céu aberto, encontros em universidades, debates não só sobre a legalização, mas sobre a cultura e o uso religioso da maconha”, afirma Pedro Pajé, regente do “Planta”.

Outra pauta que o “Planta na Mente” reivindica é a preservação do patrimônio público. O bloco faz parte do movimento “Carnaval também é patrimônio”, que foi lançado pelo coletivo Coreto e conta com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH). O “Planta” é apenas uma das 33 entidades participantes do movimento.

“Uma vez que os blocos têm uma relação de identidade e afeto com o espaço público, nada melhor do que falar o que temos nesses locais e promover um diálogo de conscientização sobre a importância de preservá-los. Os maiores problemas apontados pelos órgãos foram a urina e pessoas que sobem nos monumentos. Vamos fazer uma campanha para falar dos patrimônios. Mas ainda buscamos patrocínio para imprimir o material”, disse Ana Paula Rocha, coordenadora do “Carnaval também é patrimônio”.

Que tal os leitores cariocas do CBDB se reunirem para participar do “Planta na Mente”? Fica a dica!