conecte-se conosco

Cultura

Conhece as músicas canábicas de Erasmo Carlos e Gal Costa?

Renomados cantores lembraram da planta nos palcos e discos

Published

on

Quantos vovôs, vovós, papais, mamães, titios e titias dançaram ao som de Raul Seixas, Gal Costa, Erasmo Carlos e Noel Rosa? Muitas de suas canções embalaram os bailinhos e confraternizações nos finais de semana. Mas será que eles sabem que alguns desses hits falavam sobre Cannabis?

“Eu quero Maria Joana

Eu quero maria Joana

Eu vejo a imagem da Lua

Refletida na poça da rua

E penso da minha janela

eu estou bem mais alto que ela…”

Erasmo Carlos até tentou enganar a censura, dizendo que “Maria Joana” era o nome da filha do jornalista e produtor musical Nelson Motta, que nasceria em breve. A tática não funcionou e a canção foi proibida de tocar em shows e no rádio.

 

“Quem não tem colírio

Usa óculos escuro

É tanta coisa no menu

Que eu não sei o que comer…”

Raul Seixas, por sua vez, descreveu um mecanismo dos consumidores de Cannabis para evitar problemas depois de fazer uso recreativo. Dada a legislação do Brasil e o tabu existente (algo que, na época, era ainda mais forte), não é muito fácil admitir o gosto pela planta.

 

“Vou descendo por todas as ruas

E vou tomar aquele velho navio

Eu não preciso de muito dinheiro

Graças a Deus

E não me importa, honey

Minha honey baby…”

Gal Costa foi a principal intérprete da composição de Jards Macalé e Wally Salomão. Os próprios autores confirmaram que “Vapor” se refere à Cannabis e que “barato” é o efeito resultante do uso da planta.

 

“Um dos dois parou de versejar

E perdendo a doce amada

Foi fumar na encruzilhada

Passando horas em meditação…”

 

Gravada em 1935 por Mário Reis, a letra de Noel Rosa trata do assassinato de um consumidor de Cannabis, de acordo com estudiosos.

 

“Se Leonardo dá vinte

Por que é que eu não posso

Dá dois? …”

Em composições escrachadas, mas com forte teor político, Bezerra da Silva é um dos principais músicos que fizeram referência à planta. “Se Leonardo da Vinte” é um protesto: enquanto as pessoas pobres são repreendidas e presas devido ao uso da Cannabis, Leonardo pode consumir à vontade “Porque é rico, poderoso”.

Fonte: Fuss Company.