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Cultura

O que significou o uso de Cannabis em Woodstock?

Festival ficou marcado por celebrar a liberdade

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Muito mais que “sexo, drogas e rock’n’roll”, o lendário festival de Woodstock foi um marco político do final dos anos 1960. Em meio à Guerra do Vietnã, que já havia convocado mais de meio milhão de jovens estadunidenses, crescia um movimento contrário ao conflito e seus resultados. Nesse contexto, reunir-se para celebrar a liberdade – inclusive a de uso de substâncias psicoativas, totalmente criminalizadas no período – foi importante para os ativistas.

“O Woodstock refletiu a atitude antiautoritária do fim dos anos 60. Parecia ser o anúncio de uma nova era”, disse David Szatmary, no livro Rockin’ Time: a Social History of Rock-and-roll (“Rockin’ Time: uma história social do rock”).

Numa fazendo de 2,4 mil km², 450 mil pessoas se reuniram entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969. Entre apresentações musicais de astros como Jimi Hendrix, banhos nos lagos e muito diversidade sexual, o uso de substâncias psicoativas era enorme. Tanto que a polícia desistiu de fazer apreensões.

Junto com ácido e mescalina, a Cannabis era a preferida do público.

“Nosso estilo de vida – ácido, cabelos compridos, roupas esquisitas, Cannabis, rock e sexo – é a revolução. A antiga ordem está morrendo”, disse, na época, Jerry Rubin, ex-líder do Youth International Party (Yippie).

Exageros à parte, o movimento ficou marcado na história e serviu de inspiração para uma série de movimentos sociais que se sucederam, inclusive sobre a legalização da Cannabis.