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Cultura

Virada Cultural e Cannabis: por que não sonhar com um mundo diferente?

Evento acontece neste final de semana na capital paulista

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Por Lucas Milanez

Entre sábado e domingo, São Paulo promove a Virada Cultural, um grande festival que preenche o centro da cidade com 24 horas de muita arte. As ruas e praças são tomadas por shows, blocos, oficinas, exposições e povo. As apresentações gratuitas de grandes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso, Anitta, Criolo e Pablo Vittar, são o principal “chamariz” do evento, mas as iniciativas mais “alternativas” também têm sua vez, colocando em evidência talentos que costumam ficar nas sombras. E por que não sonhar com um mundo mais iluminado e democrático para todos?

O simbolismo da Virada é fortíssimo. Linn da Quebrada se apresentando no ilustríssimo Theatro Municipal, histórico palco de entretenimento da elite brasileira. Fanfarras e maracatus que divulgam a importância da representatividade negra. Pessoas de diversas origens social se encontrando pelas vias, uma combinação repleta de contradições e problemas, mas que constitui um esboço de realidade mais coletiva e livre. A Virada Cultural é a subversão do mundo que gera desigualdades, promove violência e criminaliza a Cannabis

Em sua 15ª edição, o evento é o projeto piloto de um universo levado pelos desejos populares. Apesar de falhas, acerta em cheio na missão de idealizar um cotidiano diferente no coração da cidade.

Seguindo nos trilhos dessa viagem, passaremos, um dia, pela experiência da “legalização da maconha”. Fase em que ela passa a ser considerada planta, assim como todas as outras – em suas virtudes e perigos. O caminho está sendo tortuoso, alimentado pelo preconceito que prende a sociedade numa frequência arcaica. Impede a cura e alívio da dor de enfermos; proporciona uma grande guerra entre policiais, traficantes e civis; leva a “fé na humanidade” na contramão.

Mas sempre vale regar aquela sementinha de esperança que existe em cada um de nós.