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Cultura

Yogannabis é alternativa para relaxar em meio ao estresse paulistano

Atividade acontece às quintas-feiras e busca “desenvolvimento físico-mental-espiritual-cósmico”

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A rotina nas grandes cidades é intensa. Tarefas aparentemente simples podem se tornar complicadas devido às distâncias, ao trânsito e às longas jornadas de trabalho. Pode-se dizer que as metrópoles não dormem e nem descansam – seus moradores, no entanto, precisam relaxar e “desligar as máquinas” em alguns momentos para que consigam, ao menos, aproveitar os momentos livres. Se você mora em São Paulo, sabe do que estamos falando e pode se interessar por uma aulinha de yogannabis.

Criada no início de julho, a atividade começa com um “aquecimento”, como gostam de dizer os organizadores. Trinta minutos depois, os participantes realizam práticas corporais da yoga para buscar “a sinergia entre os usos da ganja e o desenvolvimento físico-mental-espiritual-cósmico”.

As aulas são coordenadas por um professor de yoga e acontecem nas noites de quintas-feiras. Que tal sair do trabalho e experimentar um pouco dessa conexão?

Mas, Cannabis em atividades físicas faz mal?

Nos Estados Unidos, a cultura canábica vem ganhando espaço entre os adeptos de atividades físicas. Além do uso individual, alguns grupos organizam sessões de ginástica com exercícios aeróbicos, kickboxing e até mesmo yoga tântrica em encontros com bastante “fumaça”. Mas, consumir Cannabis durante atividades físicas é algo recomendável?

Um estudo realizado na Universidade do Colorado, nos EUA, indicou que a Cannabis pode não ser aquela “pedra no sapato” para quem quer ter disposição. Mais de 600 homens e mulheres, todos consumidores da planta, foram entrevistados, sendo que 82% deles disseram utilizar a planta praticamente durante os exercícios.

O dado mais impressionante, no entanto, foi que 70% deles declararam sentir que os exercícios físicos ficam mais prazerosos – nada de cansaço ou preguiça, atributos comumente associados aos consumidores de Cannabis.

Outras curiosidades foram as seguintes: com o uso da planta, 80% dos entrevistados sentem uma recuperação mais rápida; mais de 50% sentem mais disposição; e 35% acreditam ter uma melhora no desempenho.

“O estereótipo mais comum (do consumidor de Cannabis) é o de alguém que passa horas viajando no sofá, comendo salgadinhos”, disse Angela Bryan, professora da Universidade do Colorado e supervisora do estudo.

Para chegar aos resultados, a equipe de Angela preparou um questionário sobre o uso de Cannabis uma hora antes de atividades físicas, durante e até quatro horas depois. As perguntas do formulário tratavam das sensações que as pessoas percebiam diante da associação da planta com os exercícios.

“Ao iniciar a pesquisa, temíamos que o uso da Cannabis fosse prejudicial à atividade física”, contou Bryan, fazendo uma ressalva: os resultados não devem ser entendidos como um incentivo ao uso de Cannabis nas atividades físicas, mas apenas como uma pista para desmistificar a ideia de que os consumidores da planta são “preguiçosos e sedentários”.