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Legislação

Cannabis é vista como solução para a falta de empregos na França

O cultivo pode reverter situação de estado que perde habitantes desde 1900

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Creuse é um dos estados (ou departamentos) da França. O dado mais recente de habitantes, de 2014, registra pouco mais de 120 mil pessoas morando no local. Segundo a UrbiStat, a população tem decrescido consideravelmente desde 2008 – porém, há evidências de que a queda acontece desde 1896.

As autoridades de Creuse estão reivindicando ao governo que aprove um projeto de cultivo de Cannabis para uso terapêutico e medicinal. O movimento está sendo considerado como uma resposta ao desafio proposto pelo presidente Emmanuel Macron, antes mesmo de ser eleito, sobre inovar para dar um novo fôlego a um dos estados mais pobres do país.

 

Alternativa para o desemprego

Tendo a Espanha, Suíça e Grécia como exemplos de locais que autorizaram o uso da planta para tratamentos, o projeto poderia realocar diversas pessoas no mercado de trabalho e gerar uma nova economia.

“Temos hoje agricultores que trabalham até 70 horas por semana e que mal ganham o salário mínimo. Eles não aguentam mais. Se amanhã eles puderem cultivar um pouco da planta terapêutica, que trará diversificação e um dinheiro a mais, eles estão prontos”, conta Eric Coréia, presidente socialista do Grand Guéret (como é chamada a prefeitura do estado).

Para ele, apenas “10% desses milhões de dólares já seria suficiente para Creuse” – em referência ao alto valor e os 18 mil empregos que o Colorado gerou após a recente legalização.

 

Direito de plantar

A NormL é uma organização que defende o uso da Cannabis para fins medicinais. Para o jurista Béchir Bouderbala, no primeiro ano já poderiam ser criados de 500 a 1000 empregos. “O que exigimos é o direito de plantio da planta para explorar as partes ricas em molécula terapêutica e transformá-la em medicamentos, com a criação de uma empresa pública de controle e profissionais da saúde”, afirma.

A proposta de retomada da economia de Creuse será apresentada ao presidente Emmanuel Macron em um próximo encontro.

Fonte: RFI e UrbiStat.