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Legislação

Chicago pode legalizar Cannabis para evitar “reforma da previdência”

Prefeito da cidade e governador de Illinois são favoráveis à medida

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A principal disputa política que acontece hoje no Brasil é a reforma da previdência. Seus defensores entendem que a mudança é um “mal necessário” para o país voltar a crescer, mas os críticos defendem que o projeto apresentado pelo governo significa, na prática, que as próximas gerações vão “trabalhar até morrer”. Mas, e se houvesse uma possibilidade de aumentar a arrecadação de impostos com a regulamentação de um novo mercado, evitando a necessidade da reforma e também diminuindo a oneração dos cofres públicos? O prefeito de Chicago, nos EUA, vislumbra essa oportunidade com a legalização do uso recreativo de Cannabis.

Diante das altas pensões e aposentadorias que a cidade deverá pagar em 2020 (algo em torno de 270 milhões de dólares) o mandatário Rahm Emanuel defende a “legalização total” da planta – o uso medicinal foi liberado em 2016. Com a alta arrecadação de impostos proveniente do negócio, o democrata acredita que seria possível cobrir o “rombo da previdência” local sem prejudicar o bolso e as condições de vida do contribuinte.

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J. B. Pritzker, governador de Ilinois, também encampa essa luta, que foi inclusive um de seus compromissos de campanha. Consignatário de Emanuel, sua previsão é de que o estado teria 700 milhões de dólares adicionais com a legalização do uso recreativo da Cannabis.

Uma planta que não mata, tem inúmeros benefícios medicinais e terapêuticos e que pode ajudar a resolver crises econômicas. Será que é mais vantajoso mantê-la criminalizada, dificultando o acesso dos pacientes a seus remédios e deixando que o crime organizado continue crescendo?

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