conecte-se conosco

Legislação

Como a legalização da Cannabis pode ajudar a salvar o metrô de Nova York?

Arrecadação de impostos poderia melhorar o serviço

Published

on

Trens sujos, antigos e lotados. Essa é a realidade do metrô de Nova York, algo que assusta os turistas que tentam usar o transporte público pela primeira vez. E para aliviar o problema de 5,5 milhões de usuários diários, um grupo de pesquisadores propôs uma solução que pode parecer inusitada, mas não é: Cannabis.

Não, não estamos falando para você “fumar um”, relaxar e esquecer desse problema. O ponto é que a arrecadação de impostos decorrente da criação do comércio legal de Cannabis poderia ajudar a tapar o rombo que o serviço ocasiona nos cofres públicos e, consequentemente, melhorá-lo.

Os responsáveis pela ideia são Mitchell Moss, Kelsey McGuinness e Rachel Wise, do Rudin Center for Transportation Policy & Management, da Universidade de Nova York. Eles acreditam que a legalização do uso recreativo proporcionaria um negócio de demanda crescente, algo que estados vizinhos, como Massachusetts, já estão experimentando.

“A legalização de cânabis recreativa ofereceria ao estado de Nova York uma oportunidade única para gerar um novo fluxo de receita voltada ao transporte de massa”,  indica a pesquisa.

De acordo com o Departamento de Saúde do Estado de Nova York, as vendas ilegais de Cannabis movimentam anualmente 6,5 milhões e 10,2 milhões de onças (algo entre 184 e 290 toneladas).

Legalmente e vendida por US$ 270 (R$ 1.050) a US$ 340 (R$ 1.320) cada onça (28 gramas, aproximadamente), o negócio geraria US$ 1,7 bilhão (R$ 6,6 bilhões) a US$ 3,5 bilhões (R$ 13,6 bilhões). Taxando entre 7% e 5% do produto, o Estado arrecadaria anualmente US$ 110 milhões (R$ 428 milhões) a US$ 428 milhões (R$ 1,66 bilhão).

“Alguns dizem que é pouco dinheiro, mas ainda é dinheiro. Um aumento de 1% do PIB [Produto Interno Bruto] parece pouco, mas é um aumento de 1% do PIB e melhor que zero”, defendeu Rachel Wise.

“Pode funcionar. Além dos benefícios com arrecadação, há um efeito multiplicador sobre a economia, com a geração de novos negócios e impacto no turismo, no setor imobiliário e na sociedade”, argumentou Sal Barnes, diretor da consultoria Marijuana Policy Group.