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Legislação

“Estamos falando de um remédio”, diz deputado a favor da Cannabis medicinal

Parlamentar falou em “tremenda burrice ou falta de conhecimento” dos contrários

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A regulamentação da Cannabis medicinal vai “liberalizar a maconha no Brasil”, como defende o ministro da Cidadania, Osmar Terra? O deputado federal Alex Manente (Cidadania/SP) fez questão de explicar o significado do projeto de regulamentação da Anvisa, criticando de maneira incisiva aqueles que ainda se opõem à medida.

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“Uma tremenda burrice ou falta de conhecimento”, disparou o deputado sobre as declarações de Terra. Manente é favorável à regulamentação da Cannabis medicinal e reforçou a existência de muitos estudos científicos que comprovam os benefícios da planta, além de experiências em vários países.

“Não tem nenhum remédio no mundo que tem os poderes para este tipo de tratamento do que o canabidiol. Ele é liberado em quase todo o mundo, inclusive no país em que o (presidente Jair) Bolsonaro (PSL) tem como referência que é os Estados Unidos. Em quase todos os estados já foi liberado”, afirmou Manente, questionando o presidente da República, que defende a visão de Osmar Terra. Nos EUA, apesar da proibição federal, mais de 30 estados já legalizaram o uso medicinal da planta.

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O deputado lembrou  também das rígidas regras para produção de Cannabis sugeridas pela Anvisa – só poderá haver cultivo em locais fechados, com câmeras e sistema de biometria, além de fiscalização da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Durante a entrevista em que deu tais declarações, ele chegou a se dizer contrário à legalização do uso recreativo, mas explicitou contradições legais, na medida em que o álcool e os medicamentos opioides são liberados. 

“Isso (regulamentação da Cannabis medicinal) não é a liberação da maconha. Eu também sou contra legalizar a maconha, sou a favor inclusive de ter leis mais rígidas, inclusive em relação a bebida alcóolica, basta ver quantos acidentes de trânsito ainda acontecem por causa de pessoas que bebem e dirigem, mesmo com a lei seca. Agora, estamos falando de um remédio. Aqui no Brasil chegou a ser liberado remédios com ópio, uma droga 10 vezes mais alucinógena que a maconha (referência ao THC)”, argumentou Manente. 

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