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Legislação

Filho de Bolsonaro defende liberação de remédios canábicos aprovados no exterior

Eduardo está em campanha pelo comando da embaixada do Brasil nos EUA

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Os filhos do presidente da República, Jair Bolsonaro, têm aparecido com frequência nos noticiários. Polêmicas no Twitter, brigas com opositores e denúncias de corrupção são temas recorrentes, mas um novo tema parece ter surgido na pauta de um deles: em busca do comando da embaixada brasileira nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro defendeu um projeto que libera automaticamente no Brasil os medicamentos canábicos aprovados por autoridades sanitárias estrangeiras.

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A ideia da proposta tira a Anvisa de cena: o governo seguiria entidades como a estadunidense FDA (Food and Drug Administration, análoga à Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para definir se os remédios em questão podem ser comercializado por aqui.

Terceiro filho de Jair Bolsonaro, Eduardo não segue, exatamente, os mesmos passos do pai em relação à Cannabis medicinal, na medida em que a cúpula governamental deseja apenas “desburocratizar” o processo de importação de remédios.

Apesar de mais avançado, todavia, o projeto apoiado por Eduardo também contraria a Anvisa: a agência pretende estabelecer, até outubro, as regras para cultivo da planta no Brasil.

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Em meio às propostas da Anvisa, do governo e de outros grupos envolvidos, verifica-se que as formas de acesso à Cannabis medicinal no Brasil estão em disputa. O crescimento da importância da pauta no alto escalão da política, no entanto, é uma mostra da força que a discussão ganhou nos últimos anos e, principalmente, nos últimos meses.

Pode-se dizer que a Cannabis medicinal é, cada vez mais, uma realidade no Brasil. Resta saber, agora, qual será projeto vencedor da “queda de braço” entre Anvisa, presidência, empresas e entidades envolvidas.