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Legislação

Legalização da Cannabis é tema central nas eleições em Israel

Assunto ganhou protagonismo no país nos últimos meses

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As eleições gerais de Israel costumam ser marcadas pelas campanhas sobre segurança pública, especialmente devido ao conflito com os palestinos. Neste ano, a corrupção e a economia também ganharam destaque – no primeiro caso, o motivo principal é porque o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve ser denunciado pela Procuradoria Geral em três casos diferentes. Em meio a essas discussões, no entanto, outro tema está em evidência e será determinante na disputa de votos no pleito que acontece dia 9 de abril: a legalização do uso recreativo de Cannabis.

Israel é pioneiro nos estudos científicos a respeito da planta e na abertura legislativa. Recentemente, a exportação de Cannabis medicinal foi liberada, além de que o descobridor dos compostos da planta foi o israelense Raphael Mechoulam e o uso medicinal foi autorizado no país em 1999 – no Brasil, por exemplo, o consumo com fins terapêuticos foi permitido apenas em 2006, mas a falta de regulamentação da Anvisa dificulta o acesso à planta até hoje.

Diante desse panorama, muitos partidos estão se posicionando favoráveis à legalização do uso recreativo. O Partido Trabalhista, o centrista Gesher, o comunista Hadash, o esquerdista Meretz e até o Zehut, da extrema direita, manifestaram-se dessa forma. “Os israelenses querem tirar o Estado de suas veias”, afirmou Moishe Feiglin, líder do Zehut ao explicar a defesa da legalização, que é a principal bandeira de sua campanha e tem ajudado o partido a subir nas pesquisas, chegando a uma quantidade de votos que lhe dará quatro cadeiras no Parlamento.

Benjamin Netanyahu, por sua vez, não se posicionou com clareza, mas admitiu que a liberação do consumo social é “uma possibilidade”. Ele é o líder do direitista Likud, o qual pode ganhar as eleições, mas precisará de apoio para governar, na medida em que os votos dos 120 deputados eleitos costumam ser pulverizados. O Zehut, por exemplo, pode fazer parte do setor governante, mas declarou que não se somará a uma liderança proibicionista.