conecte-se conosco

Legislação

Médicos católicos resistem à legalização da Cannabis em Portugal

“Não há drogas boas”, defende Associação

Published

on

O Parlamento português tem avançado rumo à legalização da Cannabis. A produção para fins medicinais já foi autorizada e existem projetos dos partidos Bloco de Esquerda (BE) e do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) para liberação do uso recreativo. No entanto, se depender da Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP), as mudanças devem parar por aí.

A AMCP é contra qualquer iniciativa de legalizar o uso recreativo da Cannabis, levando em conta supostas “consequências nefastas” que a utilização da planta ocasiona. “Não há drogas boas”, destaca um comunicado da Associação.

A Associação caminha na contramão de um movimento mundial pela legalização da planta que considera, além das questões medicinais, os benefícios sociais e econômicos que a regulamentação do uso da Cannabis pode trazer.

“Não se justifica que venha a ser aprovada legislação, no sentido do uso de qualquer droga para fins recreativos, pois o mais importante para a saúde pública é que esse consumo seja evitado”, ressalta outro trecho do comunicado dos médicos católicos portugueses.

 

Conheço o projeto do BE

Principal responsável pelo projeto de lei que liberou a Cannabis medicinal em Portugal, o Bloco de Esquerda (BE) agora concentra seus esforços na legalização do uso da planta para fins recreativos. Sua proposta prevê uma forte fiscalização do Estado, de maneira que o produto tenha preço competitivo diante do mercado ilegal.

“O que pretendemos com a legalização é combater as redes de narcotráfico, fomentar a saúde pública e comportamentos informados e conscientes”, afirmou o deputado Moisés Ferreira, do BE.

O projeto ainda indica a possibilidade de cultivo doméstico, havendo a obrigatoriedade de registrar a atividade e um limite de cinco plantas por residência.