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Legislação

Nova lei ajuda, mas bancos dos EUA ainda rejeitam empresas de Cannabis

Proibição federal dificulta atividades de lojas legais

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Uma lei aprovada na última semana pela Câmara dos Deputados dos EUA pode ajudar os empresários de Cannabis diante da “rejeição” dos bancos às suas atividades. Ainda dependendo de aprovação no Senado, o projeto não resolve a questão como um todo, mas deve garantir maior segurança para esses empreendedores.

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Quem se aventura no setor tem dificuldade de controlar suas finanças, na medida em que a maioria das instituições financeiras não permite a abertura de contas de negócios vinculados à planta. Isso porque, apesar de já estar legalizada para uso medicinal em mais da metade dos estados e para consumo recreativo em mais de uma dezena, a Cannabis ainda é proibida pelo governo federal, possuindo a mesma classificação de drogas pesadas, como a cocaína.

Ao lado de Washington, em Capitol Heights, um dispensário de Cannabis medicinal sente “na pele” essa restrição. Chamada Mary and Main, a empresa fica à mercê dos poucos bancos que aceitam correr o risco de retaliações do Governo.

“(Esses bancos) Cobram tarifas muito caras porque o negócio é muito particular e estamos sujeitos à sua vontade”, explicou Hope Wiseman, diretor da Mary and Main. Sua loja abriu no ano passado e atende pacientes de enxaqueca, doenças crônicas e depressão.

Uma mostra da dificuldade é que as transações têm de ser feitas em dinheiro e os depósitos demoram alguns dias para entrarem na conta, atrapalhando todo o fluxo de pagamentos. O cartão de crédito, por sua vez, serve apenas para transações online com criptomoedas.

E se depender da “boa vontade” dos bancos, a situação não deve mudar tão cedo – ao menos, não enquanto a proibição federal persistir. De acordo com o Departamento do Tesouro, apenas 700 dos 11.000 bancos e outros credores do país aceitam trabalhar com negócios canábicos.

De acordo com Tanner Daniel, vice-presidente da Associação Americana de Banqueiros (ABA), 75% dos integrantes da entidade já fecharam contas relacionadas à planta. Ele apoia a aprovação do projeto que tramita no legislativo para conferir maior segurança aos empreendedores canábicos, considerando esta uma “etapa necessária”. Paralelamente, acredita que falta maior respaldo dos governantes.

“A ABA não toma partido pela legalização. De seus membros, 99% afirmam que são necessários mais esclarecimentos a nível federal e estadual”, contou Daniel.