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Legislação

OMS quer retirar Cannabis de lista de substâncias perigosas

Convenção de 1961 coloca a planta ao lado de drogas pesadas

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) parece estar perto de corrigir um erro histórico. Circula na entidade um documento que visa reclassificar a Cannabis, retirando a planta do Schedule IV, a categoria que contém as drogas consideradas mais perigosas de uma convenção mundial ocorrida em 1961. A heroína e o LSD, por exemplo, fazem parte do Schedule IV.

Para os defensores da mudança, a planta em si, o haxixe e o THC devem ser incluídos no Schedule I, que contempla substâncias pouco danosas e com propriedades medicinais. O óleo de canabidiol, por sua vez, nem mesmo deveria entrar na lista de restrições, desde que contendo menos de 0,2% de THC.

“O posicionamento da Cannabis no tratado de 1961, sem evidências científicas, foi uma terrível injustiça. Hoje, a OMS tem a oportunidade de corrigir um erro. Espero que a política não atrapalhe a ciência”, disse Michael Krawitz, veterano da Força Aérea dos Estados Unidos e ativista pela legalização da planta.

Caso a publicação das novas recomendações da OMS aconteça, os países que ainda resistem à liberação da Cannabis devem ser pressionados a revisar sua legislação. Como será que o governo brasileiro, por exemplo, reagiria a essa mudança de postura do órgão máximo de saúde mundial?