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Bloco da Cannabis medicinal é destaque na 16ª “Marcha da Maconha” no RJ

Parlamentares pró-legalização também estiveram presentes

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No último sábado (4), a 16ª edição da “Marcha da Maconha” no Rio de Janeiro reuniu cerca de 5 mil pessoas, de acordo com seus organizadores. Ativistas, parlamentares, pacientes e seus familiares participaram do evento, que teve como slogan “Contra o abate nas favelas, legaliza, com o Supremo com tudo”.

Um dos presentes foi Mauricio, que sofre de epilepsia e chegava a passar por 100 crises diárias até o início de 2018. Rosangela Freitas, sua mãe, pesquisou sobre tratamentos alternativos – na medida em que os tradicionais não estavam funcionando – e aplicou o óleo de Cannabis no garoto depois de experimentar nela mesma.

Inicialmente, o óleo foi adquirido de forma ilegal através de ativistas que ajudam famílias necessitadas. Apesar de todos os riscos que correu, o resultado foi milagroso: em poucas semanas de uso, o garoto voltou a andar, levantar pesos e pegar objetos, coisas que eram totalmente impossíveis antes do tratamento canábico.

Rosangela, então, entrou na Justiça e conseguiu o direito de receber o remédio, que é importado do Colorado. Uma vitória que permitiu a Mauricio estar na linha de frente da “Marcha da Maconha”.

O vereador Renato Cinco (PSOL), conhecido ativista pela legalização da Cannabis, ressaltou a importância social da mudança legislativa, alertando para o risco de tentativas de endurecer a lei, mas esperançoso pela votação que acontece em junho no STF.

“A política antidrogas que estimula a internação é uma preocupação, porque ameaça a política de redução de danos. Já o julgamento pela descriminalização das drogas marcada para o mês que vem no STF é uma esperança”, afirmou Renato. “A maconha não mata, mas a proibição da maconha mata todos os dias, é a porta de entrada de negros, pobres e favelados para presídios”, completou o vereador.

Créditos da imagem: Mídia Ninja