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Boechat era defensor da legalização da Cannabis

Jornalista foi vítima fatal de queda de helicóptero

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Nesta segunda-feira (11), o Brasil perdeu uma figura que costumava “dar a cara a bater”. Ricardo Boechat, 66, estava dentro do helicóptero que caiu na rodovia Anhanguera, em São Paulo, e perdeu a vida. Boechat era um jornalista sério e disposto a discutir alguns tabus ainda impostos no país, como a proibição da Cannabis.

Em 2017, durante uma transmissão do “Café com jornal”, da Rádio Bandeirantes, ele anunciava a programação da “Marcha da Maconha” e aproveitou para anunciar sua posição. “Sou favorável a essa reivindicação. Não apenas em relação à maconha, mas às drogas de maneira geral”, afirmou Boechat.

“Acho que a política de repressão é uma política fracassada no mundo inteiro, só estimula a violência, só estimula o fortalecimento de quadrilhas, a corrupção, a degradação do ambiente prisional, e por aí vai”, completou o jornalista.

Ele também criticou a hipocrisia dos políticos brasileiros. “Não é possível que, independentemente da ilegalidade ainda imposta – ao meu ver, repito, de forma indevida – do consumo desta (Cannabis) e de outras drogas, não é possível que elas não estejam sendo amplamente usadas por figuras do comando da política nacional, do Estado brasileiro, das instituições nacionais”, questionou.

Com um toque de ironia, ele ainda criticou a gestão do estado com uma analogia ao consumo de drogas. “Como tá todo mundo doidão, eu não vejo porque proibir o consumo da maconha. (…) Não sei que drogas essa galera (políticos) está usando. Mas certamente produzem efeitos muito mais alucinantes que a maconha”, afirmou.

A equipe CBDB envia nossos sentimentos à família, amigos e colegas de Ricardo Boechat, que lutou, à sua maneira, pela derrubada do tabu a respeito da Cannabis.