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Bolsonaro comemora participação de aliado que evitou liberação do cultivo de Cannabis

“Talvez o Brasil hoje seria um produtor legal”, afirmou o presidente

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Durante o ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Governo Federal travaram uma queda de braço a respeito da legalização da Cannabis medicinal no Brasil. A agência colocou em votação na sua diretoria colegiada um projeto sobre o registro de medicamentos canábicos e outro referente ao cultivo da planta. Após uma série de disputas e da intervenção do almirante Antônio Barra Torres, que entrou para a diretoria da Anvisa no meio do ano, o plantio de Cannabis foi vetado, fato bastante comemorado pelo Planalto.

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Assim como boa parte de sua cúpula, o presidente Jair Bolsonaro chega a se mostrar favorável a algumas aplicações da planta, mas nega com veemência a possibilidade de o Brasil ter plantações de Cannabis.

“Não sou contra o uso do canabidiol para tratamentos, mas se não fosse a participação do Barra de forma direta na licença do uso do Cannabis, talvez o Brasil hoje seria um produtor legal da maconha”, comemora Bolsonaro. Ele mesmo indicou Barra Torres para a diretoria da Anvisa e, agora, o almirante deve se tornar diretor-presidente da agência.

“A Anvisa é uma agência importantíssima. Estou indicando o almirante Barra como presidente porque ele trata de vida, de medicamento, dentre outras coisas ligadas à saúde”, disse o presidente, que ainda ressaltou a ideia de que o governo federal deve ter intervir mais diretamente na Anvisa no próximo período.

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“A agência tem que funcionar e ser desburocratizada. Tem que ter apoio do governo e do parlamento para a gente colocar o Brasil para andar”, explicou.