conecte-se conosco

Mais

Cannabis ajuda ou atrapalha os atletas?

Jogadores e especialistas têm opiniões diferentes

Published

on

No início do ano, a Agência Mundial Antidoping (WADA) tirou o canabidiol da lista de substâncias proibidas para a prática de esportes. Em 2013, a Agência havia aumentado a quantidade permitida de THC de 15 para 150 nanogramas por mililitro de sangue, liberando de vez o uso do CBD em 2018.

Profissionais do esporte e da saúde pensam de variadas formas a respeito da Cannabis, na medida em que cada canabinoide tem um efeito diferente. Alguns atletas utilizam o canabidiol para tratamento de inflamações e dores nos músculos, mas a utilização da planta através do fumo apresenta maiores divergências.

 

Atletas adeptos

Nate Diaz, lutador de MMA, defendeu o uso do CBD, o qual já utilizou por meio de vaporizador após uma disputa. “Isso ajuda na cicatrização e inflamação, coisas assim. Então você pode pegar isso para antes e depois das lutas e treinamento. Isso vai fazer a sua vida melhor”, explicou Diaz, que é publicamente consumidor de Cannabis.

Maior pontuador da história da NBA, Kareem Abdul-Jabbar utiliza a substância com prescrição médica para tratamento de dores de cabeça. Ele experimentou a planta pela primeira vez aos 17 anos de idade.

Usain Bolt, multicampeão do atletismo, admitiu já ter usado Cannabis. “Quando você é uma criança na Jamaica, você aprende a enrolar um baseado. Todo mundo experimentava maconha, inclusive eu, mas eu era muito jovem”. O corredor afirma, no entanto, que atualmente não tem nenhum tipo de contato com a planta. “Ninguém na minha família ou no meu círculo de amizades fuma, e eu não saio com pessoas que fumam”.

Outros grandes nomes do esporte, como o jogador de vôlei Giba e o nadador Michael Phelps já foram flagrados pelo uso de Cannabis.

 

Melhora ou piora o desempenho?

Apesar da liberação do CBD no esporte, a utilização da Cannabis através do fumo – que, consequentemente, libera no corpo humano canabinoides com efeitos psicotrópicos, como o THC – gera controvérsias. Em artigo publicado em 2017, o professor Paulo Santiago, da Universidade de São Paulo (USP) afirmou que “a maconha não contribui para melhorar o desempenho”, indicando pelo seu estudo que a planta ocasiona redução de força.
Já o médico Roberto Zagury, membro da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia, entende que cada esporte deve ser analisado separadamente. “Não faz sentido você fumar maconha e ir lutar. A droga relaxa, te deixa lento. Mas poderia ser útil em esportes como tiro, por trazer calma, diminuir o nervosismo, evitar a mão trêmula. É relativo”, explicou Zagury.