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Como a legalização da Cannabis poderia ajudar na questão ambiental?

Fibra de cânhamo pode ser alternativa ao plástico

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O Brasil e o mundo sentem a necessidade de debater meio ambiente. A pauta ganhou maior visibilidade nas últimas décadas na medida em que o desenvolvimento tecnológico e econômico, em várias situações, esteve associado à degradação da natureza. Aquecimento global, desmatamento e poluição de águas e terras com as imensuráveis quantidades de lixo produzidas diariamente são apenas alguns dos pontos de atenção. Nesse contexto, como a legalização da Cannabis poderia ajudar a amenizar a destruição do patrimônio natural da humanidade?

Muito provavelmente, a principal vantagem ecológica da medida seria a substituição de materiais que degradam lentamente, como o plástico proveniente do petróleo, pelo cânhamo, cuja fibra é altamente resistente e historicamente utilizada na confecção de roupas, objetos em geral e materiais de construção. Existem estruturas de casas feitas à base de cânhamo, acredita?

Quando se pensa em meio ambiente, fundamental é refletir a respeito do consumo desenfreado, do desperdício e da consequente produção de toneladas e toneladas de entulho. Tal debate, no entanto, deve ser feito de maneira objetiva, considerando também as necessidades mais imediatas dos centros populacionais.

Veja também: É FAKE – LEGO não vai substituir plástico por fibra de cânhamo

Exemplificamos: as embalagens de alimentos, de produtos químicos, canudos e itens de lazer, como LEGO, não deixarão de existir, num piscar de olhos, pela causa ambiental. Trata-se de mercados que, apesar de interesses econômicos questionáveis, dependem da confecção desses itens para gerar empregos, por exemplo. Nessa toada, será que a cobrança para que as companhias repensem suas matérias-primas não pode ser uma transição plausível e eficiente entre consumo despreocupado e uma sociedade que vai, ao menos, deixar o mundo mais limpo para as próximas gerações?

Concretizar essa ideia demanda estudo e pesquisa. Lutar por um “mundo melhor” tem a ver com mediar aquilo que se quer e aquilo que se pode ter. Seguir destruindo ecossistemas em prol da economia, há bastante tempo, já não é uma opção, mas negar totalmente as estruturas de consumo e aventurar-se numa vida de “isolamento natural”, por outro lado, parece não ser o que a humanidade realmente quer.

A legalização da Cannabis, assim, pode fazer parte de uma mudança de perspectiva realista e positiva, auxiliando na reflexão sobre o legado que queremos construir. Será que não está na hora de o mundo “abrir a cabeça” e deixar a planta fazer parte de um arsenal produtivo menos nocivo à natureza?