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Como vivem as famílias de pessoas autistas no Brasil?

Profissão Repórter apresentou casos; Cannabis é alternativa

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Esqueça qualquer reducionismo sobre o que você acredita ser uma pessoa com autismo. A doença afeta seus pacientes em diferentes graus e especificidades, sendo necessário analisar cada caso com cuidado para que se possa aplicar o tratamento adequado.

O episódio da última quarta-feira (19) do Profissão Repórter, da TV Globo (acesse o link para assistir à reportagem completa), foi uma imersão na vida de diferentes famílias brasileiras e conseguiu apresentar as dificuldades econômicas, sociais e legislativas – no último quesito, o atraso na regulamentação da Cannabis é um ponto de destaque.

Entre as diferentes situações, a mais emblemática foi a de André, que possui grau 3 da doença, o mais elevado. Aos 30 anos de idade, seu tratamento foi à base de remédios, sem terapias sociais e em meio a dificuldades financeiras de sua família. Seu quadro é bastante grave, com autoagressões que levaram sua mãe, Marisa Padilha, a acorrentar o rapaz para que ele não se machucasse – o próprio chega a pedir as correntes na hora de dormir. O caso é acompanhado de perto pelas autoridades de saúde responsáveis, mas o apoio se limita a visitas mensais.

Um dos tratamentos alternativos para o autismo é o uso de Cannabis medicinal, que relaxa o paciente, permitindo melhores noites de sono, por exemplo. O acesso a esse tipo de remédio, todavia, ainda é uma realidade para poucos – uma das famílias entrevistadas gasta 1.700 reais mensais.

Não se sabe se, utilizado desde o início da vida, o óleo de Cannabis teria dado maior qualidade de vida a pessoas como André e sua mãe. No entanto, a negligência do Estado é inegável na medida em que, além do atraso na regulamentação da produção nacional de Cannabis medicinal, nunca garantiu o tratamento adequado àqueles que necessitam.

Assista à matéria e responda à nossa pergunta: o governo brasileiro deve permitir o uso de Cannabis no tratamento do autismo?

Imagem: Reprodução/TV Globo