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Jovens de Alagoas falam sobre o consumo de Cannabis

Preconceito e estereótipos são temas abordados

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A Cannabis ainda não é legal no Brasil. Seu consumo, no entanto, existe desde sempre. Dois jovens de Alagoas, cujos nomes não foram revelados, falaram ao GazetaWeb sobre a relação deles com a planta que continua sofrendo um forte e negativo estigma, mas que tem ganhado espaço especialmente devido às experiências de legalização de Canadá, Uruguai e alguns estados dos EUA.

João* contou que a primeira vez em que experimentou foi através de um amigo. “Fumo há dois anos. Eu tava no cinema com um amigo e ele começou, mas a falar de uma forma bem estereotipada. Eu já fumava cigarro normal, mas nunca tinha tido interesse em fumar maconha. Inclusive, já havia parado de fumar”, detalhou o garoto de 23 anos de idade.

Apesar do medo de utilizar Cannabis devido ao forte preconceito com a planta, ele foi percebendo que a imagem construída a respeito não condiz com a realidade. “Então experimentei. Eu tinha muitos preconceitos. Com o tempo, eu passei a pesquisar para poder continuar fumando. Até pelo medo dos estereótipos que dão para quem fuma maconha, a exemplo de que estraga os neurônios, destrói a vida, e outros. A sociedade ainda tem uma visão distorcida e isso faz com que não conheçam as coisas boas da vida”, explicou.

Também com 23 anos de idade, Cátia* teve uma influência positiva dentro da família para romper com os estereótipos. “Eu tenho um tio que fuma, com menos frequência. E ele sempre me instigou para que eu desconstruísse a marginalização porque, de fato, não é o que a sociedade diz que é. A partir disso passei a pensar sobre e fiquei extremamente curiosa. Inclusive, cheguei a falar para meus pais que quando eu fizesse 18 anos iria usar”, contou.

Outro ponto discutido foi a compra da planta através dos traficantes. Apesar de defender a legalização e reconhecer os problemas sociais e econômicos que a proibição ocasiona, ela fez questão de reforçar o bom tratamento que recebeu ao adentrar uma “biqueira”, nome comumente usado para os pontos de venda.

“Ao chegar no local, eu acho que nunca fui tão bem recebida em um lugar quanto por essas pessoas. Apesar de que, esteticamente, parecem ser ameaças, mas foi bem diferente. Fui sabendo que poderia ter consequências, mas não teve experiência má”, descreveu a garota.

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*Nomes fictícios