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Marcha da Maconha reúne milhares em SP e apresenta resistência contra retrocessos

No final da semana, STF retirou da pauta a votação sobre descriminalização do porte de drogas

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A 11ª edição da Marcha da Maconha da cidade de São Paulo aconteceu em momento bastante simbólico: logo após Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar da pauta a votação sobre descriminalização do porte de drogas, que aconteceria nesta quarta-feira (5). Diante disso, milhares de manifestantes se reuniram no vão do Masp e caminharam sob pedidos de “fim da guerra às drogas” e “para o povo vivo e livre – legalize”.

Mais uma vez neste ano, um dos blocos que se destacaram foi o de pacientes de Cannabis medicinal. “O que chamam de droga é o meu REMÉDIO”, estampava a camiseta de uma garota, cuja mãe e avó utilizavam camisas similares fazendo referência à menina, que necessita do remédio canábico. Feministas, movimento negro e LGBTQ+ também participaram da manifestação.

Veja também: Zona Sul de SP também tem “Marcha da Maconha”

A Marcha caminhou pacificamente pela Avenida Paulista, passando pela rua da Consolação até chegar na praça da República, no centro da cidade.

Votação no STF adiada

Aguardada desde o início do ano, a votação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre descriminalização do porte de drogas foi retirada da agenda.

Marcada para o dia 5 de junho (próxima quarta-feira), a discussão foi adiada a pedido do presidente da República, Jair Bolsonaro, que se reuniu com Dias Toffoli durante a semana. Não existe previsão de uma nova data.

Na terça-feira passada, Dias Toffoli participou de um café da manhã que, além do Bolsonaro, contou com a presença de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidentes da Câmara e Senado, respectivamente.

Foi assinado um “pacto entre os poderes”, no qual foram definidas como prioridade a votação de privatizações e do plano de desinvestimento da Petrobras. Além da descriminalização do porte de drogas, outro ponto retirado da pauta foi a continuidade da discussão sobre criminalização da homofobia.

Imagem: Reprodução/Instagram/@marchadamaconhasp