conecte-se conosco

Mais

Maytê Piragibe defende Cannabis: “Não vejo como droga”

Atriz sofre de ansiedade e foi detida com 0.8 g da planta

Published

on

Se o STF já tivesse terminado a votação sobre descriminalização do uso pessoal de drogas, Maytê Piragibe e muitos outros brasileiros poderiam ter se livrado do constrangimento de serem “flagrados” com Cannabis. Durante uma blitz, as autoridades policiais encontraram 0.8 gramas da planta em sua bolsa, quantidade quase insuficiente para se preparar um único “baseado” e que é utilizada medicinalmente pela moça.

“Primeiro que eu não considero a maconha uma droga. Tem várias pessoas que usam isso como medicamento e, para mim, ela é medicinal”, defendeu. “Tenho um problema que é a ansiedade, então é uma erva que me estimula a chegar em casa a noite e baixar a minha bola. Infelizmente, não tinha visto que estava na minha bolsa. Não eram 8 gramas, como falaram, era 0.8 gramas com tabaco e eu assumi o meu erro perante a legislação brasileira”, explicou Maytê.

Veja também: Fumar Cannabis é crime no Brasil?

Conhecida do público brasileiro por atuações na Rede Globo e, mais recentemente, na série “Homens”, de Fábio Porchat, ela foi detida e, provavelmente, obrigada a assinar um “termo circunstanciado”, documento que atesta sua condição de consumidora da planta.

O direito ao consumo pessoal é uma das pautas dos movimentos pela legalização da Cannabis. Enquanto uma série de medicamentos à base de ópio, por exemplo, geram fortes efeitos colaterais a longo prazo e drogas consideradas lícitas, como o álcool e o cigarro, prejudicam a saúde e matam milhões de pessoas no mundo todo, a Cannabis possui uma infinidade de benefícios medicinais e alguns de seus populares “malefícios”, como a “queima de neurônios”, vêm sendo desmistificados pela ciência.

Nesse contexto, o que justifica sua proibição, se não interesses políticos e econômicos?