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NFL vai estudar CBD para dor

Ex-atletas reivindicam liberação da Cannabis contra o uso de opioides

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Os jogadores da NFL (National Football League) costumam ter problemas sérios com a dor. Muitos se aposentam cedo, antes dos 30 anos de idade, devido às recorrentes concussões e outras lesões decorrentes do jogo. Diante da situação, um grupo crescente de atletas, principalmente os que já não atuam mais, têm defendido a liberação da Cannabis para tratamento das pancadas.

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De acordo com Calvin Johnson, 34, a realidade atual é de abuso de opioides, como a oxicodona. Esse tipo de substância tem alto grau de dependência e fortes efeitos colaterais a longo prazo. A alternativa encontrada pelo wide receiver aposentado em 2016 foi consumir Cannabis após as partidas.

E a medida adotada por Johnson pode ganhar força nos próximos tempos. Os mandatários da NFL incluíram o canabidiol (CBD) em pesquisas. A substância, assim como outros canabinoides, segue proibida, mas indica uma abertura da liga em meio à crescente legalização da planta nos EUA – 33 estados já permitem o uso medicinal.

“Todos sabem que o jogo é brutal. A Cannabis salvou minha vida e poderia ajudar muitos outros”, afirmou Kyle Turley, 44. Ele se aposentou em 2007 e passou a conviver com surtos de depressão e ira, além de necessitar de uma bengala para se locomover. Com o uso da planta, passou a ter melhor qualidade de vida.

“Não é uma poção mágica fabricada por hippies no norte da Califórnia. A NFL poderia fazer um estudo e mudar tudo”, defende Kyle.

Rob Gronkowski se aposentou em março, aos 29 anos de idade. Ele é a favor da liberação da planta e se arrepende de não ter optado por ela nos tempos em que jogou.

“Teria feito uma enorme diferença no controle da dor durante minha carreira”, declarou.

Mas o comando da NFL, apesar de iniciar pesquisas com Cannabis, ainda é cético quanto à sua eficácia.

“A ciência, infelizmente, está atrás da opinião popular e da imprensa. Temos muito mais opinião do que ciência no uso da maconha para a dor”, disse Allen Sills, chefe médico da NFL. Sua posição segue a do comissário Roger Goodell, que defende cautela no assunto.