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Portugueses criam algoritmo que “prevê” legalização da Cannabis

Em vias de acontecer, liberação do uso recreativo em Luxemburgo foi identificada

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O que impede a legalização da Cannabis em cada país? Economia, religião, moral, composição do legislativo, indicadores sociais… Não basta pensar no posicionamento do presidente eleito. Muitos elementos históricos e culturais influenciam a discussão e delineiam as mudanças ou manutenção de regras. E foi com base nessa visão “panorâmica” que uma consultoria de Portugal criou o algoritmo da legalização da Cannabis.

A LTPlabs foi fundada por três professores da Universidade do Porto e, em meio a outros projetos, criaram um mecanismo com inteligência artificial para analisar grandes quantidades de dados. Foram consideradas 98 variáveis através de dados de domínio público, as quais incluem o contexto religioso, econômico e social de cada local, para gerar um ranking com os países mais e menos propensos a autorizar a utilização da planta.

“Também entrevistamos especialistas na área para perceber se os resultados do algoritmo faziam sentido. Por exemplo, médicos especialistas em oncologia que usam opióides no tratamento dos pacientes”, contou Pedro Amorim, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e um dos fundadores da LTPlabs.

O estudo foi encomendado por um cliente da área farmacêutica, a qual já está se movimentando para aproveitar os dividendos da legalização da planta.

Previsão sobre Luxemburgo está quase se concretizando

Primeiro lugar no ranking de “países propensos a legalizar o uso recreativo de Cannabis”, Luxemburgo deve se tornar o primeiro país da União Europeia a aderir à medida – no final de 2018, o governo local anunciou essa pretensão.

“O resultado do nosso algoritmo é a probabilidade de legalização da Cannabis em cada país considerado. Chegamos ao resultado ao comparar os indicadores desse país com os indicadores de outros países em que a cannabis já está disponível para fins medicinais ou recreativos”, explicou Amorim.

Os próximos da lista são Austrália e Reino Unido, países em que a reivindicação pela legalização da planta foi forte em 2018.

A classificação não foi divulgada na íntegra, algo que despertou curiosidade em nossa equipe: em que posição será que o Brasil ficou no ranking? Alguém arrisca um palpite?