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Produção do cânhamo movimenta economia italiana em meio à crise na indústria

Plantas não devem ser fumadas e nem comidas, mas contêm propriedades medicinais

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K8, Chill Haus, Cannabismile White Pablo e Marley CBD. Esses são os nomes das flores de cânhamo vendidas legalmente na Itália e que possibilitaram a abertura de dezenas de novas lojas. Com baixíssima concentração de THC, a “Cannabis light”, como é chamada, pode ser adquirida em vasos para decoração, mas não é permitido fumar e nem comer a planta.

Em 2016, o cultivo do cânhamo industrial foi legalizado para produção de alimentos, tecidos, roupas, biocombustíveis, material de construção e alimentos para animais. A utilização das flores, no entanto, não entra na regulamentação.

Luca Marola, da Easyjoint Project, foi um dos principais responsáveis pelo crescimento da “Cannabis light” na Itália. “Criamos um fenômeno incrível”, disse o empresário. Ele estima suas vendas no mês de fevereiro em 17 mil quilos de flores, algo que acredita ser “uma forma de desobediência civil”.

Apesar do país ter sido, na década de 1940, um dos maiores produtores de cânhamo do mundo, criou-se um tabu na segunda metade do século XX. “No século passado, a maconha e a Cannabis foram associadas à palavra ‘droga’, efetivamente destruindo uma tradição de gerações. Queremos acabar com essa reputação difamatória”, afirmou Gennaro Maulucci, principal organizador de uma feira de comércio de cânhamo em Roma.

“É uma nova economia, parece o Vale do Silício. E nesse processo, até mesmo a cannabis light pode contribuir para a legalização da erva”, defendeu Maulucci.

A Cannabis medicinal foi aprovada no país, mas a produção não é suficiente, levando os pacientes a recorrem ao comércio clandestino. Os defensores do cânhamo explicam que a planta contém propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, sem os efeitos psicoativos, e que poderia ser usada para fins terapêuticos.

Fonte: Gaúcha ZH.