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Negócios

3ª Expo Head Grow reúne empreendedores no interior de São Paulo

Entre as palestras, presença das mulheres foi destaque

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No sábado (8), empreendedores de itens para fumo e cultivo participaram do 3º Expo Head Grow, que aconteceu no Parque Maeda, em Itu, interior de São Paulo. Além das exposições de marcas conhecidas do público brasileiro e novas iniciativas, o evento teve uma série de palestras e atrações musicais, um grande intercâmbio de informação, cultura e negócios do universo canábico.

A terceira edição do Head Grow teve um clima de união entre aqueles que acreditam num mercado com grande de potencial de crescimento, mas que ainda não aproveita todas as oportunidades devido aos atrasos legislativos do país.

“Nessa edição vamos celebrar o nosso querido mercado que vem crescendo em uma velocidade muito rápida através da aproximação e do trabalho em conjunto que acontece entre as lojas e marcas”, dizia a organização na descrição do evento no Facebook.

Entre palestras sobre a guerra às drogas, agricultura orgânica e técnicas de extração, as mulheres tiveram um espaço importante para discutir a ainda pequena presença feminina no ramo. Assim como os outros setores da indústria, o mercado é majoritariamente masculino, mas parece estar se atentando para a disparidade de gênero e se mostra mais aberto a uma revisão desse panorama. Nos EUA, por exemplo, empreendedoras vêm se organizando para garantir a participação das mulheres e avançar no tema.

O show da banda de reggae Planta e Raiz foi a grande atração musical do Head Grow. Os grupos Cidade Verde, Guiners, Usuários e alguns DJs também se apresentaram para animar a galera que colou – ao menos duas excursões, saindo das cidades de São Paulo e Campinas, levaram bastante gente pra curtir.

Mercado global atinge cifras bilionárias; Brasil poderia ter boa fatia

De acordo com um levantamento do Banco de Montreal, o mercado mundial de Cannabis movimentou US$ 18 bilhões em 2018. O número pode crescer exponencialmente e chegar a US$ 194 bilhões até 2026 – isso se não houver aumento na previsão de quantidade de países que devem legalizar a planta.

Já são 40 as nações que permitem o uso medicinal da planta, além de cinco delas autorizarem o uso recreativo também. Segundo o relatório, 60 países devem ter alguma forma de Cannabis legal nos próximos cinco anos.

Atualmente, o mercado canábico dos EUA parece ser o mais maduro do mundo. Apesar de não ter legalizado a planta em nível federal – como aconteceu no Canadá, por exemplo, mas que ainda sofre com o desabastecimento de produto -, os estados que autorizaram o uso recreativo, como Califórnia e Colorado, têm aproveitado o aquecimento desse setor.

Para se ter uma ideia da força da Cannabis nos Estados Unidos, o número de trabalhadores na indústria da planta é de 300 mil pessoas, enquanto as fabricantes de cervejas empregam apenas 69 mil. Os valores não consideram apenas aqueles que trabalham no cultivo da planta, mas também em tecnologia para produção, como luzes, softwares de logística e infusão da planta em produtos tradicionais, como bebidas e cosméticos.

No Brasil, o mercado canábico regulamentado poderia movimentar US$ 2,4 bilhões, de acordo com a consultoria americana New Frontier Data em parceria com a startup brasileira The Green Hub. Outros países latino-americanos se beneficiariam com a regulamentação do negócio: México (US$ 1,9 bilhão), Chile (US$ 1,5 bilhão), Argentina (US$ 1,1 bilhão) e Colômbia (US$ 700 milhões).