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Alternativa para investidores, fundo de Cannabis estreia no Brasil

Meta é captação de R$ 100 milhões

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Nesta terça-feira (29), os investidores brasileiros ganharam uma novidade para diversificar suas carteiras: foi lançado o fundo Vitreo Canabidiol FIA IE, o que permitirá que se invista em Cannabis sem necessidade de abertura de conta numa corretora estrangeira.

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O fundo fará investimentos em companhias canábicas dos EUA e Canadá, focando em ETFs (Exchange Traded Funds, fundos negociados em bolsa). Isso significa que os investidores estarão apostando no mercado canábico como um todo, uma forma mais realista de participar de um negócio que ainda está se desenvolvendo, apesar de bastante promissor.

“No ETF, você está mais diversificado, é mais uma aposta em um tema grande do que em uma empresa. Já as ações são escolhidas com base nas teses de investimento que nos chamam mais atenção”, explica George Wachsmann, sócio e chefe de gestão da Vitreo.

Enquanto dois terços do portfólio da Vitreo será de ETFs, a fatia restante corresponde a investimentos em empresas específicas.

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Os gestores do fundo tentam “manter os pés no chão” quanto à expectativa de crescimento. “Por ser um produto inédito e tão diferenciado, é difícil determinar (o volume-alvo de captação)”, afirma Patrick O’Grady, CEO da Vitreo.

Chegar aos R$ 100 milhões de arrecadação, no entanto, é desejado. “Acho que não vamos chegar tão rápido lá, mas esse seria um ponto em que eu pararia para dar uma respirada, olhar para trás e analisar antes de seguir em frente”, diz Wachsmann.

Apesar do valor mínimo de investimento ser considerado acessível – R$ 5 mil -, por se tratar de um fundo 100% exposto ao mercado internacional, a Comissão de Valores Monetários (CVM) determina que apenas investidores qualificados podem se aventurar nessa empreitada. Esse é um seleto grupo, cujos participantes devem ter aplicações financeiras de, no mínimo, R$ 1 milhão.