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Negócios

China já está lucrando com a legalização da Cannabis pelo mundo

Províncias extraem CBD do cânhamo para exportação

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Maior “pedra no sapato” a atrapalhar a hegemonia econômica dos EUA, a China não poderia ficar de fora de um dos setores que mais têm crescido no mundo: a venda de produtos derivados da Cannabis. Apesar de ainda possuir uma legislação rígida a respeito, que inclui até pena de morte para traficantes, algumas províncias permitiram o cultivo de cânhamo para confecção de cosméticos nacionalmente, mas o maior objetivo é atender à demanda internacional.

A Hempsoul, por exemplo, possui mais de 14.570 hectares na província de Yunnan para o cultivo da planta. A companhia é subsidiária do grupo Hanma e foi uma das quatro no estado a receber licença para processamento do canabidiol extraído do cânhamo.

“É muito bom para a saúde das pessoas”, afirmou Tian Wei, gerente geral da Hempsoul, sobre o CBD.

Visando sua participação no mercado global de Cannabis, a Hanma adquiriu uma fábrica de extração em Las Vegas, nos EUA, e pretende iniciar atividades também no Canadá. Tan Xin, executivo-chefe do grupo, considera os Estados Unidos “o mercado mais bem educado” para usufruir dos benefícios da planta.

Histórico legislativo

Desde 1949, a República Popular da China tem uma dura política a respeito de drogas. Apesar da tradição e do clima favorável para cultivo de Cannabis em muitas regiões do país, o governo seguiu com a mesma linha até o fim do século XX, assinando em 1985 a Convenção das Nações Unidas sobre Substâncias Psicotrópicas, que proibiu todo o cultivo da planta, comumente utilizado na fabricação de tecidos, por exemplo.

Em 2010, no entanto, o país voltou a permitir a produção do cânhamo, que é matéria-prima do Exército de Libertação Popular, fato que fomentou a diversificação dos itens confecionados.