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Negócios

Empresa israelense vai exportar Cannabis medicinal para a Alemanha

Mercado europeu é principal alvo de Israel

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Após a legalização das exportações de Cannabis medicinal em Israel, as empresas locais já estão agindo para abastecer os outros países com sua produção. A InterCure, por exemplo, planeja vender a planta para a Alemanha a partir do terceiro trimestre de 2019. A informação foi dada por Ehud Barak, presidente do conselho.

A postura da companhia deve seguir agressiva durante o ano. Um de seus objetivos é levantar US$ 50 milhões com a abertura de capital na Nasdaq, importante bolsa de valores dos EUA. Investidores como Gary Fegel, ex-executivo da Glencore, e Adam Neumann, CEO da WeWork, ajudaram a InterCure a arrecadar US$ 18 milhões no início de 2019.

Os israelenses querem aumentar a capacidade de produção da empresa de 1,1 toneladas para 100 toneladas. E isso tudo em apenas 18 meses.

“Estamos em contato com cinco ou seis veículos de investimento. Há bastante interesse”, contou Barak, que também é ex-primeiro ministro de Israel e chefe do Exército nacional.

De acordo com Yona Cymerman, cofundadora de uma empresa que faz intermediação entre empresas canábicas mundiais e startups israelenses, o mercado europeu é mais interessante que o canadense por exemplo. Apesar de o Canadá ter legalizado o uso medicinal e recreativo em nível federal, sua legislação dificulta a entrada de mercadorias estrangeiras.

“Eles (alemães) estavam mais abertos a importar desde o início e continuarão dependendo das importações para manter a oferta”, disse Cymerman. “Israel tem uma enorme oportunidade de se tornar fornecedor-chave para a Alemanha e para outros países da UE que estão seguindo a liderança da Alemanha”, completou a executiva.

Mesmo com a resistência de algumas nações em regulamentar o uso medicinal da Cannabis, o mercado está aquecido e favorece aqueles que se aventuram devido ao fato de ainda não existirem tantos concorrentes.

“É difícil entrar neste mercado. Mas isso também torna o produto mais aderente e fica mais difícil que concorrentes roubem participação de mercado”, explicou Barak.