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Lesoto usa Cannabis medicinal para potencializar economia

País foi o primeiro da África a emitir licenças para cultivo

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Um pequeno reino da África do Sul, de economia bastante frágil, está a frente de nações consideradas mais desenvolvidas, como o próprio Brasil, no que diz respeito à Cannabis medicinal. Lesoto foi a primeira nação da África a emitir licenças para cultivo da planta com fins terapêuticos, e essa atividade tem ajudado o país de forma crescente.

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Atualmente, a exportação de diamantes, água e lã são suas principais fontes de renda. A Cannabis medicinal, no entanto, já é parte da estratégia agrícola governamental e os ganhos com a planta devem ser utilizados para melhorias de infraestrutura, como construção de estradas e distribuição de água e energia elétrica.

Grandes empresas canábicas, como Canopy Growth, Aphria e Supreme Cannabis já estão investindo em Lesoto devido ao baixo custo das instalações. Isso aconteceu a partir de 2018, quando o governo regulamentou a produção local.

A Supreme, por exemplo, investiu US$ 7,6 milhões na MG Health, maior produtora de Cannabis de Lesoto, em troca de 10% de participação na companhia. O custo de fabricação está na casa de 93 centavos de dólar por grama da planta, inferior ao 1 dólar por grama em outros locais, de acordo com a empresa.

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“Temos vantagem de sermos pioneiros na África e achamos que o mercado é enorme”, disse André Bothma, presidente da MG Health.

Entre os planos de empresa, estão a ampliação do quadro de funcionários de 350 para 3.000 pessoas e o aumento dos alvos de exportação – atualmente com foco na África do Sul, a MG Health pretende vender Cannabis medicinal para a Europa, Oriente Médio e Austrália.