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Mercado global de Cannabis vai movimentar US$ 194 bi, aponta relatório

Indústria brasileira poderia ter fatia bilionária também

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De acordo com um levantamento do Banco de Montreal, o mercado mundial de Cannabis movimentou US$ 18 bilhões em 2018. O número pode crescer exponencialmente e chegar a US$ 194 bilhões até 2026 – isso se não houver aumento na previsão de quantidade de países que devem legalizar a planta.

Já são as 40 nações que permitem o uso medicinal da planta, além de cinco deles autorizarem o uso recreativo também. Segundo o relatório, 60 países devem ter alguma forma de Cannabis legal nos próximos cinco anos.

Atualmente, o mercado canábico dos EUA parece ser o mais maduro do mundo. Apesar de não ter legalizado a planta em nível federal – como aconteceu no Canadá, por exemplo, mas que ainda sofre com o desabastecimento de produto -, os estados que autorizaram o uso recreativo, como Califórnia e Colorado, têm aproveitado o aquecimento desse setor.

Para se ter uma ideia da força da Cannabis nos Estados Unidos, o número de trabalhadores na indústria da planta é de 300 mil pessoas, enquanto as fabricantes de cervejas empregam apenas 69 mil. Os valores não consideram apenas aqueles que trabalham no cultivo da planta, mas também em tecnologia para produção, como luzes, softwares de logística e infusão da planta em produtos tradicionais, como bebidas e cosméticos.

No Brasil, o mercado canábico regulamentado poderia movimentar US$ 2,4 bilhões, de acordo com a consultoria americana New Frontier Data em parceria com a startup brasileira The Green Hub. Outros países latino-americanos se beneficiariam com a regulamentação do negócio: México (US$ 1,9 bilhão), Chile (US$ 1,5 bilhão), Argentina (US$ 1,1 bilhão) e Colômbia (US$ 700 milhões).

“À medida em que a comunidade internacional dedica cada vez mais atenção a uma reforma das leis de consumo de cannabis e envolve-se com o setor da cannabis legalizada, surge uma miríade de oportunidades em lugares onde até pouco tempo atrás essa atividade parecia inimaginável”, afirma Giadha Aguirre de Carcer, fundadora e diretora-executiva da New Frontier Data.