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Pequenos investidores podem apostar no 2° fundo de Cannabis do Brasil

Tesouro Selic será destino de 80% do capital investido

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Após a estreia do Canabidiol FIA IE, primeiro fundo de Cannabis do Brasil, muitos investidores devem ter se frustrado por não estarem aptos a aplicar nele – apenas investidores qualificados, com aplicações financeiras de, ao menos, R$ 1 milhão, podem comprar suas ações. Agora, a Vitreo, mesma gestora do Canabidiol FIA IE, lançou o Canabidiol Light, uma alternativa para operadores de pequeno e médio porte.

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Diferentemente do fundo pioneiro, que tem 100% das suas ações voltadas para o mercado externo, o Canabidiol Light vai aplicar 80% do capital investido no Tesouro Selic, título de renda fixa considerado o mais seguro no Brasil. A taxa de administração é de 0,056% e o investimento mínimo é de R$ 5 mil.

Os 20% restantes do capital serão aplicados no próprio Vitreo Canabidiol FIA IE, composto por ETFs (Exchange Traded Funds, fundos negociados em bolsa) e ações.

“A repercussão do primeiro fundo, que era exclusivo para investidores qualificados, gerou uma demanda muito alta de pessoas que queriam fazer aplicações nesse mercado, mas não atendiam os requisitos da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para investir”, conta conta George Wachsmann, sócio e chefe da gestão da Vitreo. “Foi para atender esse interesse entre os investidores que o Canabidiol Light foi pensado”, completa o executivo.

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Tanto para o Canabidiol FIA IE quanto para o Canabidiol Light, a meta de arrecadação está na casa de ousados R$ 100 milhões. E o início das operações foi promissor: nas primeiras 12 horas após o lançamento do Canabidiol FIA IE, foram captados R$ 3 milhões; duas semanas depois, o número já ultrapassava os R$ 20 milhões.

Apesar do otimismo diante do potencial do mercado canábico no mundo, existe também um clima de cautela. Isso porque alguns países ainda resistem à legalização da planta, mesmo para o uso medicinal. Esse é o caso do Brasil e até dos EUA – mais de 30 estados já regulamentaram o uso medicinal, mas o governo federal segue classificando a planta como substância proibida.

“É super importante que os investidores entendam os riscos desse investimento. Seja pelo lado das ações, em um setor com crescimento potencial alto, seja pelo lado da exposição cambial. É importante que o investidor analise isso com base no seu perfil de investidor e seu horizonte de investimento”, alerta Wachsmann.