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Preço dos remédios canábicos não vai mudar, diz empreendedor sobre regulamentação da Anvisa

Consulta pública deve servir para ajustes na proposta

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Se é verdade que os empreendedores da Cannabis estão felizes com a possibilidade de regulamentação do uso medicinal da planta, também existe um tanto de ceticismo sobre como a proposta será encaminhada. Isso porque, segundo pessoas do ramo, as rígidas regras de controle da produção, conforme propõe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, favorecem apenas as grandes empresas.

“Se o que propuseram fosse para a indústria da cerveja, só a Ambev e a Heineken conseguiriam fazer a bebida no Brasil. Artesanais como a Wäls e a Küd não estariam no mercado”, afirmou Gustavo Ziller, fundador da Green Med Brasil. Ele é proprietário de uma startup com site em português para importação legal de Cannabis medicinal produzida no Colorado.

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A ideia da Anvisa é permitir apenas a produção de Cannabis em ambientes fechados, algo que demanda alto consumo de energia elétrica, além de um forte controle para entrada e saída de pessoas, com câmeras e leitura de biometria.

“Do jeito como a Anvisa propõe, o preço dos remédios vai continuar a mesma coisa”, argumenta Ziller, alertando que apenas as corporações como a Canopy Growth, que anunciou investimentos de R$ 60 milhões no Brasil, teriam condições de trabalhar nessa perspectiva.

Apesar da preocupação sobre a proposta da Anvisa, ele também pretende iniciar operações no país e expandir o quadro de clientes, que hoje é de 12 fixos.  “A gente vai começar a atuar no Brasil quando a regulação entrar em operação e vamos fazer o planejamento para ter nosso laboratório no país”, contou o empreendedor.

A esperança de Ziller e de outros setores interessados, como as associações e pacientes que fazem seu próprio remédio através do autocultivo, é de que as consultas públicas possibilitem ajustes nas regras de produção.

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