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Negócios

Regulamentação da Anvisa pode atrair investimentos milionários

Grupo Piauhy pretende injetar US$ 5 milhões no mercado de Cannabis medicinal

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Além de pacientes e profissionais da saúde, os empreendedores da Cannabis medicinal também aguardam ansiosos pela regulamentação da produção nacional, que pode avançar consideravelmente nesta terça-feira. O grupo Piauhy, por exemplo, foi o responsável pela instalação do Grüne Labs, primeiro laboratório farmacêutico para produção de medicamentos à base da planta no Uruguai. Agora, planeja investir US$ 5 milhões no Brasil.

A empresa também iniciou suas operações em Portugal: o objetivo é construir um laboratório farmacêutico em Évora e uma fábrica de matérias primas em Aveiro. O país legalizou o uso medicinal da Cannabis em 2018.

“Tirando a origem, que é a maconha, os princípios ativos são como qualquer outro extraído de plantas e os processos para produção dos medicamentos são os mesmos de qualquer indústria farmacêutica”, afirmou Eduardo Sampaio, acionista e investidor um do grupo Piauhy.

Ele explica que ainda está em aberto “o que poderá ser produzido”, na medida em que a regulamentação da Anvisa vai definir que tipos de doenças poderão ser tratadas com os remédios canábicos.

“No Brasil haveria demanda para medicamentos destinados ao tratamento de epilepsia e ASD (autismo), por exemplo, mas o fato é que os marcos regulatórios determinados pela Anvisa é que definirão o que poderá ser produzido no país”, disse o empresário.

O que não se tem dúvida, no entanto, é sobre o potencial desse segmento. Vários países do mundo já estão aproveitando as benesses da Cannabis legalizada, mas o Brasil ainda caminha lentamente.

“Os investidores já descobriram que essa é uma indústria que já passou da casa do bilhão. Nos últimos 12 meses foram fechados mais de US$ 15 bilhões em negócios nessa área. É uma indústria legítima e com alta taxa de retorno. Aqui no Brasil, infelizmente, ainda resta um estigma contra a planta, algo que pesquisadores do mundo inteiro já demonstraram ser uma bobagem”, lamentou Sampaio.