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Saúde

“A Cannabis não deveria ser uma substância patenteada, deveria ser um direito”, diz médico

Alunos de geriatria da Faculdade de Medicina da USP aprofundam o conhecimento sobre CBD

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Na última quinta-feira, 6, a Cannabis foi assunto na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Os alunos de geriatria receberam o Dr. Leandro Ramires, mastologista e presidente da Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal (AMA+ME), e a Dra. Carolina Nocetti, médica consultora especializada em Cannabis, no anfiteatro do Instituto Oscar Freire.

Os palestrantes abordaram o sistema endocanabinóide, presente no corpo humano, e como funciona o manejo e administração do óleo de canabidiol em pacientes que só possuem essa opção para aliviar suas dores.

Para trazer mais aplicabilidade ao assunto, os médicos mostraram o potencial terapêutico da Cannabis em idosos, com exemplo dos benefícios em pacientes com Alzheimer.

Estatísticas

O Alzheimer afeta 1% dos idosos entre os 65 e 70 anos, 6% a partir dos 71 e 30% acima dos 80 – chegando a afetar mais de 3 milhões de pessoas. Hoje, nos Estados Unidos, o custo com a doença é de US$ 172 bilhões por ano.

Um estudo de 2005, realizado pelo departamento de Neurodegenerescência do Instituto Cajal do Conselho Superior de Investigações científicas (CSIC) de Espanha, já apontava que o Cannabis não só trata, como previne o Alzheimer.

Segundo o Dr. Leandro, a planta se trata apenas de uma oportunidade para aproveitar os receptores de canabinóides que o corpo naturalmente possui.

O sistema endocanabinóide (SE) é um sistema que modula vários processos fisiológicos e que se constitui em “alvo terapêutico” para tratamento de várias condições patológicas. – Definição da AMA+ME.

De acordo com a Dra. Carolina, a administração do CBD é diferente de medicamentos mais tradicionais. Isso porque ele é totalmente ajustável à resposta do paciente. “A tranquilidade de que o paciente está se adaptando e tomando as rédeas da sua saúde é muito gratificante”, desabafa.

Ela ainda listou todos os produtos à base de canabidiol disponíveis atualmente – ao todo, são 11 compostos diferentes.

“A Cannabis não deveria ser uma substância patenteada, deveria ser um direito”, destaca Dr. Leandro.

O incentivo à educação do público médico é visto por eles como prioridade para criar, cada vez mais, canais de prescrição do óleo de canabidiol e dar mais oportunidades de tratamentos aos pacientes.