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Saúde

Cannabis contra o câncer: é possível tratar além dos sintomas?

Casos e pesquisas apontam a possibilidade da planta combater células cancerígenas

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Uma das aplicações da Cannabis que mais sensibiliza o mundo é o tratamento de pessoas com câncer. As diversas formas da doença comprometem o funcionamento de tecidos e órgãos na medida em que células anormais, chamadas cancerígenas, agridem determinadas partes do corpo. Apesar da possibilidade de cura, os tratamentos mais conhecidos – a quimio e a radioterapia – são violentos ao organismo humano, ocasionando severos efeitos colaterais, como náuseas, vômitos, hemorragias, hematomas, perda de cabelo, falta de apetite, diarreia, entre outros. Assim, quando se fala que a planta pode ser uma alternativa em meio a todas essas questões, o mundo não tem escolha, a não ser parar para ouvir.

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Já fazem alguns anos que a Cannabis é utilizada no alívio de dores e outras consequências do tratamento contra a doença. Pessoas que não conseguiam comer, por exemplo, fazem suas primeiras refeições de qualidade através do consumo de óleo canábico. A morfina, opioide utilizado como anestésico, tem sido substituída pela Cannabis medicinal. Quais pais e mães, por mais conservadores que sejam, continuarão rejeitando uma planta que pode amenizar o sofrimento de seus filhos?

A grande revolução, no entanto, ainda pode estar por vir. A medicina tem começado a estudar e testar o uso da planta no combate às células cancerígenas. Na cidade de Curitiba (PR), uma paciente com adenoma cerebral hipofisário, um tumor cerebral não-maligno, conseguiu habeas corpus para cultivar Cannabis em sua residência. Isso porque ela comprovou, através de tomografias, a regressão do tumor devido ao uso de óleo de CBD.

Estudos realizados nos EUA já indicavam essa possibilidade. Pesquisadores do Instituto do Câncer, em artigo, admitem tal aplicação.

No Brasil, profissionais da saúde também analisam a potencial da Cannabis em pacientes com câncer. A ativação do sistema endocanabinoide, na medida em que ajuda na homeostase, ou seja, no equilíbrio do funcionamento dos órgãos, pode auxiliar a “restaurar a ordem” após sessões de quimioterapia.

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Assim como qualquer outra substância ou remédio, a Cannabis deve continuar sendo estudada para que se conheça com profundidade seu funcionamento no corpo humano. Tratar do assunto como algo “para o futuro”, como se ainda não houvessem evidências sobre seus benefícios medicinais, no entanto, é dar as costas para pessoas que clamam pela cura e alívio de suas dores. Até quando a Cannabis será pensada como “droga” e a morfina como “remédio”?

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