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Saúde

Cannx Brasil reúne médicos do Brasil e do mundo para discussão da Cannabis medicinal

Evento foi a primeira reunião de grande porte a debater o assunto no país

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Neste mês de novembro, a cidade de São Paulo recebeu o I Cannx Brasil – Congresso Internacional de Medicina Canabinoide. O encontro buscou informar a comunidade médica e tirar dúvidas a respeito do uso terapêutico da Cannabis através dos maiores estudiosos do país e do mundo, que apresentaram suas pesquisas e debateram o atraso da regulamentação da Anvisa, na medida em que sobram evidências da eficácia da planta no tratamento de uma série de enfermidades.

De acordo com a Drª Carolina Nocetti, médica especializada em medicina canabinoide e uma das organizadoras do Cannx Brasil, o evento foi o primeiro realizado em solo brasileiro com um caráter médico e científico, algo que demandou grandes esforços. “Preparar esse ambiente para essa seriedade foi um desafio. Os eventos anteriores que ocorreram no Brasil não tinham esse foco em específico”, afirmou Nocetti.

Ela acredita que o Congresso atingiu seu objetivo principal, que era reunir os médicos especialistas e outros interessados num único local, possibilitando o compartilhamento de informações e quebras de paradigma durante os três dias de debates.

“Alguns médicos disseram que mudaram completamente a visão deles sobre a Cannabis medicinal”, contou Carolina.

Ela destacou ainda a importância da participação de médicos estrangeiros, muitos dos quais já estão vivenciando na prática a legalização da Cannabis medicinal, casos dos israelenses, por exemplo. “É muito importante aprendermos com os médicos de fora para sabermos das experiências deles, como está sendo a respostas dos pacientes e inclusive com algumas pesquisas novas”, explicou a médica, que é associada da ABMedCan, um centro de educação para médicos.

 

Próximos passos

Seguir reunindo a comunidade médica para debater cientificamente a Cannabis medicinal é o rumo a ser seguido. Nocetti comentou sobre o interesse na criação da Sociedade Brasileira de Canabinologia, iniciativa que possui entidades semelhantes no Uruguai e em outros locais da América Latina. “Queremos criar esse espaço para o médico aprender sobre o sistema endocanabinoide, assim como já existem espaços para aprendizado sobre o sistema autoimune, por exemplo”.

Segundo a médica, a entidade não teria caráter regulatório ou executivo. “Não seria a Sociedade Brasileira de Cannabis medicinal, mas um espaço para estudo do sistema”.

No final do mês de janeiro, a ABMedCan deve promover um curso presencial na cidade de São Paulo.