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Saúde

Composto da Cannabis será testado no tratamento de autismo

Pacientes receberão cannabidivarina por 12 semanas

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Uma pesquisa no Montefiore Medical Center, em Nova York, vai testar um composto da Cannabis no tratamento de sintomas do transtorno do espectro autista (TEA). A substância não se trata do canabidiol (CBD) ou do tetra-hidro canabinol (THC), os mais conhecidos componentes da planta, mas da cannabidivarina, conhecida como CBDV.

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O estudo será realizado na forma de ensaio clínico, administrando doses de CBDV, em alguns, e de placebos, em outros – esse último, o chamado grupo de controle. Serão 100 pacientes na faixa etária entre 5 e 18 anos de idade, os quais receberão o medicamento por 12 semanas.

O CBDV administrado será extraído de Cannabis vinda da Inglaterra, fornecida pela GW Pharmaceutics. Assim como o CBD, o CBDV não ocasiona efeitos psicoativos.

Na medida em que os sintomas do autismo, assim como no caso da epilepsia, decorrem de alterações no sistema nervoso, os responsáveis pela pesquisa entenderam que a Cannabis também pode tratar pacientes com TEA.

“Há alguma atividade elétrica anormal, mesmo que não tenham convulsões, por exemplo”, afirmou o Dr. Eric Hollander, relacionando os sintomas de autismo e epilepsia. Ele é diretor do Programa de Espectro Compulsivo e Autismo Obsessivo e do Programa de Ansiedade e Depressão do Hospital Montefiore.

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“Quando você olha para eles (pacientes epiléticos) – perda de função cognitiva, pouca habilidade de socialização, pouca habilidade de linguagem – o que você está vendo é um fenótipo muito semelhante ao autismo”, afirmou o Dr. Geoffrey Guy, fundador da GW, que acredita que as duas doenças “estão no mesmo continuum”.

“E mostramos anteriormente que, quando administramos anticonvulsivantes que diminuem a atividade elétrica, ou os picos, alguns dos comportamentos perturbadores ou a irritabilidade ficam realmente melhores”, explicou Hollander.

“E esse foi um dos nossos pensamentos, por que esse CBDV poderia ser útil”, disse Hollander. “Porque, se ajuda com epilepsia e ajuda em termos de diminuição da atividade do pico, também podemos obter melhorias em algumas das agressões, lesões pessoais ou birras”, completou o médico do Hospital Montefiore.

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