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Saúde

Em tratamento com Cannabis, pai com Alzheimer reconhece sua família

Vídeo de evolução do paciente viralizou na internet

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Aos 58 anos de idade, Ivo Suzin já não reconhecia seus familiares. Vítima de Alzheimer, ele passou a ter um comportamento agressivo, aplicando tapas e pontapés naqueles que tentavam lhe ajudar a fazer tarefas diárias, como tomar banho. Em janeiro deste ano, teve início o tratamento com óleo de Cannabis, cujos resultados foram excelentes e inclusive registrados por Felipe, filho do paciente, viralizando na internet.

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O vídeo já tem mais de 9 milhões de visualizações no YouTube e mostra a evolução de Ivo, que sofre da doença desde os 52 anos, com o uso da planta. Além da agressividade, ele não comia direito e não reconhecia sua esposa, por exemplo. “O Alzheimer destruiu a vida do meu marido. Com 58 anos, ele é uma pessoa totalmente dependente. Você tem que fazer ele tomar banho aí ele fica agressivo, não aceita”, conta Solange, esposa de Ivo.

“Ele era uma pessoa doce. É a pessoa perder totalmente a identidade, o corpo está, mas mente foi embora”, lamenta a mulher.

A família, então, teve a ajuda da Associação Goiana de Apoio e Pesquisa à Cannabis Medicinal (Agape) para experimentar um dos mais promissores tratamentos para Alzheimer. “A Agape e o CBD têm trazido esperança para que a gente possa reverter esse quadro”, comemora a esposa.

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A melhora com o uso de Cannabis pode ser notada no vídeo. Ivo passou a ser uma pessoa mais tranquila, com apetite e, inclusive, bom humor. Felipe se emocionou ao contar a primeira demonstração de carinho do pai em muitos anos. “Não lembro quando foi a última vez que meu pai me chamou de filho, falou que me ama e me deu um abraço. Hoje foi esse dia”, diz o rapaz no vídeo, em momento que o paciente está ao fundo, alegre e dançando.

Fundador da Agape, o advogado Yuri Ben-Hurd criticou a proposta de regulamentação da Anvisa, que, em sua visão, não contempla a atividade de associações como a sua. “A atual proposta de regulamentação da Anvisa não atende a necessidade de associações filantrópicas, conforme amplamente manifestada em todas reuniões e audiências públicas em que elas se fizeram presentes”, afirmou Ben-Hurd, cuja mãe sofreu um AVC em 2016 e se tornou paciente de Cannabis medicinal.

A Agape atende por volta de 86 pacientes com a produção do óleo, mas ainda não tem autorização judicial para fazê-lo. “Temos uma equipe multidisciplinar na associação. Atendemos pessoas dos 5 aos 94 anos. A maioria é de idosos com neuropatia, como Alzheimer, Parkinson, além de 15 famílias de crianças autistas”.

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