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Saúde

Em tratamento de epilepsia refratária, argentina toma “calote” do governo; entenda

Família precisou interromper tratamento com óleo caseiro de Cannabis

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Malena tem 11 anos de idade e sofre de epilepsia refratária. Diagnosticada aos cinco anos de idade, sua mãe Silvia, 52, saiu em busca de tratamentos para a menina. Depois de uma série de tentativas frustradas, ela encontrou a melhor solução: Cannabis.

“Desde que foi diagnosticada, tentamos tratamentos diferentes. Ela tomou vários medicamentos em várias doses e por três anos e meio fez uma dieta muito rigorosa e muito complicada, dieta cetogênica, que envolve comer quantidades elevadas de gorduras e pobres em carboidratos” conta Silvia, que mora em Villa Luro. “Depois que a lei sobre o uso medicinal da Cannabis foi aprovada, comecei a me aprofundar nesse assunto e queria tentar”.

“Eu tinha consultado um neurologista para ver se Malena poderia utilizar o óleo (de Cannabis) e ele me disse que era melhor não, porque faltavam pesquisas. Mas eu me informei e quis tentar e, gradualmente, fui tirando a dieta, substituindo pelo óleo que um amigo, que trata sua filha com Cannabis, preparou: minha filha melhorou imediatamente”, contou Silvia.

“Em uma hora, ela tinha parado de babar, parecia ligada, podia falar comigo, não tinha ausências. Nem com a dieta havia estado tão bem”.

Silvia descobriu, então, uma ação do Hospital Garrahan, onde Malena é tratada. A entidade iria realizar ensaios clínicos que são parte do Programa Nacional de Estudos e Investigação sobre o uso medicinal da Cannabis. Para fazer parte dos testes, no entanto, ela teria que interromper o tratamento com óleo caseiro.

“Suspendi gradualmente (o uso do remédio), mas (os médicos) não me ligaram. Eu esperei um mês e meio, mas não ligaram”, contou Silvia.

Malena teve uma piora significativa com a interrupção do tratamento. “Malena começou a ficar mal novamente. Ela está desligada, sem forças, tem desmaios, baba. Disseram-me que em julho eu seria chamada para assinar autorizações e começar a análise para que Malena fosse parte do estudo, mas não obtive nenhuma resposta. Então voltei a dar-lhe o óleo (caseiro) porque não consigo ver a deterioração diária da minha filha sem fazer nada”, disse a mãe, que deve começar a cultivar a planta devido à omissão do Estado.