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Saúde

“Eu voltei a andar”, diz paciente que trata hérnia de disco com óleo de Cannabis

Ele conseguiu autorização judicial para cultivo caseiro

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O investidor Douglas Santos* foi mais um contemplado com habeas corpus para cultivo caseiro de Cannabis. O carioca de 32 anos de idade sofre de hérnia de disco e conta que sua locomoção estava totalmente debilitada antes do uso de remédios canábicos.

“Tomava três comprimidos de morfina por dia e não estava mais dando jeito. O que é mais forte que a morfina? Nada”, descreve o rapaz. “Eu já não andava, os medicamentos normais que as pessoas tomam pra dor já não faziam efeito para mim. Sou um homem de 32 anos que estava acamado tomando morfina, praticamente um aleijado”.

“O auge foi um dia que eu não senti mais nada da cintura para baixo, eu tive a impressão que estava aleijado, acordei como se tivessem arrancado as pernas de mim, eu entrei em pânico, gritei, chorei”, relembra Douglas. “Foi então que o médico sugeriu essa alternativa com óleo de cannabis”, explicou.

De acordo com o paciente, os custos com medicamentos importados passariam dos R$ 10 mil mensais, algo que seria inviável de se manter por longo prazo. A solução, então, foi recorrer à justiça para poder produzir em casa e investir R$ 20 mil em equipamentos para realizar a atividade.

“Quando pude produzir meu próprio remédio, eu voltei a andar. Melhorou em 200% minha qualidade de vida”, comemora o investidor.

“A partir da segunda semana de uso contínuo do óleo não houve mais dor, travamento. Também houve aumento de apetite e diminuição da minha ansiedade. Hoje posso fazer artes marciais, trilhas. Antes, não andava em chão desnivelado que caía, hoje sou uma pessoa normal”, conta.

Luciano Noia, advogado de Douglas, acredita que o poder público está cada vez mais atento à demanda por Cannabis medicinal. “Os poderes estão notando também o avanço científico. A cannabis tem sido uma boa solução para determinadas patologias”, afirmou.

O alto custo de se importar remédios canábicos prejudica pacientes e, inclusive, o próprio Estado, que em alguns casos é condenado a arcar com os gastos da importação. A regulamentação da produção nacional seria a solução, facilitando o acesso dos enfermos em termos financeiros e burocráticos.

*Nome fictício para preservar a identidade do paciente