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Saúde

Evento na Bahia reúne especialistas, pacientes e empresários da Cannabis medicinal

A atriz Cláudia Rodrigues participou do evento, mas precisou ser internada posteriormente; saiba como está seu quadro de saúde

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O evento “Cannabis medicinal, uma opção de tratamento” aconteceu em Salvador, capital da Bahia, no último dia 19. Médicos, pacientes e empresários estiveram presentes para debater os benefícios terapêuticos da planta e a falta de informação que ainda atrapalha os profissionais do meio e, consequentemente, aqueles que precisam do remédio.

“Em 2014, quando a Anvisa autorizou a prescrição, era unicamente para epilepsia”, introduziu o médico Junior Gibelli.

“Depois disso, começamos a trazer pesquisas que já tinham sido feitas em outras partes do mundo demonstrando que a epilepsia é só uma das patologias que o canabidiol pode tratar porque o seu mecanismo de ação é homeostase, ou seja, o equilíbrio dos sistemas do nosso corpo”, completou o doutor, explicando que o tratamento de epilepsia acabou sendo uma forma “estratégica e comercial” para reconhecimento do canabidiol (CBD) e sua posterior utilização sobre outras enfermidades, como Parkinson, esclerose múltipla e fibromialgia.

Gibelli é diretor de assuntos médicos da HempMeds Brasil e falou sobre o desconhecimento e preconceito da classe médica a respeito da planta. “Muitas vezes os médicos nem sabem [o que é CBD], e essa falta de informação tem trazido um ônus muito grande para a sociedade baiana, porque nós temos pacientes que poderiam se beneficiar muito com um tratamento com canabidiol porque são refratários (resistentes) a tudo que o médico tentou. Se não tenho um médico que saiba prescrever, como esse paciente vai ter acesso?”, indagou o especialista.

Katiele Fischer e seu marido, Norberto, foram os primeiros  no Brasil a conseguir autorização judicial para importação de canabidiol com o objetivo de aliviar as convulsões da filha Anny. Além das dificuldades da legislação brasileira, a mãe contou que o primeiro obstáculo para a aplicação do CBD foi o próprio preconceito.

“Minha criação foi assim: fui ensinada que, quando a pessoa fuma maconha, ela vai sair roubando, matando”, relatou Katiele

Presença ilustre, Cláudia Rodrigues é internada após o evento

A icônica atriz Cláudia Rodrigues, que faz uso de CBD para tratamento de esclerose múltipla, esteve no encontro e contou como conheceu o remédio.

“Soube do CBD por uma amiga cuja mãe tinha mal de Parkinson. Iniciei o uso em março do ano passado. Eu tomo um remédio muito forte que trinca minha boca, parece que estou drogada. Com o canabidiol, eu relaxo. Faz uma diferença enorme”, afirmou a atriz, que ficou anos afastada dos palcos e telas por causa da doença, mas conseguiu voltar a atuar em setembro do ano passado.

Após a viagem a Salvador, no entanto, Cláudia precisou ser internada no Rio de Janeiro e, posteriormente, foi transferida para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. De acordo com Adriane Bonato, sua empresária, o motivo da internação foi um “surto ou convulsão”.

Apesar do susto e de ainda não ter previsão de alta, a atriz teve melhora e já se alimenta sozinha.

A equipe do Cannabidiol Brasil deseja e torce por uma uma boa recuperação de Cláudia Rodrigues.