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Saúde

Graças à Cannabis, paciente com depressão teve primeira boa noite sono

Veja detalhes do caso, que aconteceu no RN

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Aqui, no Cannabidiol Brasil, já contamos um pouco da vida de Mário Jambo, um ex-bancário que se tornou juiz e ficou famoso por decisões judiciais nada convencionais. Entre seus feitos, está a primeira autorização para cultivo caseiro de Cannabis com o objetivo de tratar a depressão de uma paciente. Agora, vamos contar mais detalhes do caso.

Aos 59 anos de idade, V. foi diagnosticada com depressão em 2014, mas depois de algum tempo já não sentia os efeitos dos tradicionais antidepressivos, como o Rivotril. Seu médico, então, recomendou-lhe testar o óleo de Cannabis, cujo efeito foi a garantia da primeira boa noite de sono em muitos anos.

Sem condições de arcar com o alto custo do medicamento importado – que pode chegar a 7 mil reais mensais – ela buscou na Justiça uma autorização para produzir seu próprio remédio. No dia 31 de outubro de 2018, Jambo concedeu o pedido, permitindo que ela tenha e transporte até seis plantas de Cannabis. A decisão também se estende à filha de V, que auxilia a mãe no cultivo e extração do óleo.

“O mais complicado é que a depressão é uma patologia que lá fora já é tratada com Cannabis, mas aqui a Sociedade Brasileira de Psiquiatria tem uma rejeição ao uso terapêutico da planta”, disse o advogado Ubaldo Onésio de Araújo, questionando o preconceito da classe médica sobre a Cannabis.

Mas essa aparente desconfiança com a planta também gira em torno de interesses econômicos. Isso, ao menos, é o que defende Sidarta Ribeiro, um dos maiores especialistas do país sobre Cannabis medicinal.

“A maconha é a coisa mais importante para a medicina do século 21. Ela trata epilepsia, Parkinson, Alzheimer, câncer e depressão. Tem que ter alguém com muita grana que banque um ensaio clínico sobre a planta, isso não existe porque a planta não dá para patentear. Existe um lobby para que a maconha fique ilegal. No futuro, vamos lamentar todos os anos em que não usamos a maconha para fins terapêuticos”, argumentou Ribeiro, que é diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.