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Saúde

Israel sofre com desabastecimento de Cannabis

Maior produtora foi fechada temporariamente para adaptação a novas regras

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Mesmo tendo legalizado a Cannabis medicinal há 20 anos, Israel ainda passa por ajustes legislativos por motivos de demanda e segurança, por exemplo. Neste momento, o país sofre um desabastecimento da planta devido, entre outros fatores, ao fechamento temporário da Tikun Olam, maior produtora local.

A pausa nas atividades da empresa aconteceu para que houvesse uma adaptação das suas instalações aos padrões exigidos pelo governo.

Outro motivo do desabastecimento é o fato de que, agora, só é possível obter Cannabis medicinal em farmácias, não mais diretamente com os produtores. Assim, a logística que envolve o processo atrasa a chegada do medicamento ao consumidor final.

“Para mim, Cannabis é um remédio. O que devo fazer se não posso obter o mínimo necessário?”, afirma Mijal Applebaum, 58, vítima de esclerose múltipla. Ela depende da planta para amenizar sua “intolerável dor corporal”.

“Encontrei um contato de confiança (no mercado negro) que me faz um bom preço, mas outras pessoas estão sendo enganadas”, conta a paciente, que aguarda a estabilização da produção nacional para que possa voltar a se tratar com a quantidade necessária e com um produto de qualidade comprovada.

Apenas duas companhias, atualmente, distribuem Cannabis para as farmácias, algo que tem frustrado os farmacêuticos e seus clientes. “Há uma escassez muito grave”, afirma David Pappo, dono de uma farmácia na cidade de Ramle. “É normal que os pacientes estejam zangados. Estão doentes”, completa Pappo.