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Saúde

Na Nova Zelândia, mulheres tratam a dor da endometriose com CBD

Medicamento é alternativa ao uso de opiáceos

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A endometriose é uma condição em que o endométrio, tecido que normalmente reveste o útero, encontra-se também em outros órgãos da pelve, como trompas, ovários, intestinos e bexiga. A doença afeta uma em cada dez mulheres, sendo possível apenas administrar os sintomas – parte deles são dores intensas na região pélvica.

Depois do uso de uma série de opiáceos, os quais dificultavam o andamento de sua rotina diária, a neozelandesa Doris*, vítima da endometriose, resolveu apostar nos derivados da Cannabis. Ela conseguiu pílulas de CBD com uma amigo que se tratava de câncer e obteve ótimos resultados. “Isso foi uma mudança de vida. Significou que eu não estava com muita dor e poderia levantar e fazer coisas”, contou Doris.

No entanto, após o fim da terapia da colega, ela precisou recorrer ao comércio ilegal da planta, passando a vaporizá-la.

Deborah Bush, da Endometriosis New Zealand (ENZ), destacou que o grupo “acredita que o foco no tratamento da endometriose deve ser garantir que as mulheres tenham acesso aos cuidados e tratamento de que precisam, que os sintomas sejam reconhecidos precocemente e tratados adequadamente, que as questões sociais associadas e os preconceitos de gênero sejam abordados”, reconhecendo a dor das mulheres costuma ser subestimada pela sociedade.

A Nova Zelândia ainda não legalizou a Cannabis medicinal, mas a situação pode mudar com um projeto que corre no parlamento. Em 2020, haverá também um referendo sobre o uso pessoal da planta.

*Nome fictício

Fonte: Newshub.