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Saúde

No Paraná, pacientes com Parkinson querem testar canabidiol

Associação será fundada nesta sexta-feira (15)

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Há cerca de dez anos, Leunice Fremaniak Wisnieski foi diagnosticada com mal de Parkinson, uma doença que afeta progressivamente o sistema neurológico, causando danos na coordenação motora com tremores e dificuldade de locomoção. Em busca de tratamento adequado, ela conseguiu uma cirurgia para a implantação de chips e um marcapasso no cérebro, medida considerada como uma das mais eficazes para controlar o avanço da enfermidade. Agora, ela quer ajudar outros pacientes e já busca uma terapia alternativa: o uso do canabidiol.

Na cidade do Cascavel, no Paraná, Leunice é a fundadora da ACPP (Associação Cascavelense de Portadores de Parkinson), entidade que será oficializada nesta sexta-feira (15). Sua intenção é acolher e reunir pessoas que sofrem da mesma doença que ela. “A associação é um local para desenvolvermos ações de qualidade de vida, ginástica, terapias, conversas, um lanche em conjunto… Tudo isso para a pessoa se sentir incluída e ver que há muitos como ela”, explicou Wisnieski.

“No Brasil há pelo menos 200 mil pessoas com a doença. Precisamos trabalhar o que é a doença, os sintomas, como saber a hora de procurar o médico… queremos dar um suporte completo”, completou Leunice.

A ACPP vai atender toda a região de Cascavel, sendo possível participar, inicialmente, através de um número de Whatsapp: (45) 99925-4090. “Já recebi ligações de pessoas de Lindoeste, Santa Tereza… Estamos de portas abertas a todos que querem buscar mais qualidade de vida e receber muito conteúdo sobre a doença”, explicou a idealizadora da associação.

E por que apostar no canabidiol? 

Leunice descobriu um projeto da Universidade de Integração Latino-Americana (Unila) desenvolvido na cidade de Medianeira, oeste do Paraná. Trata-se de um tratamento experimental com canabidiol em pacientes com Parkinson e os resultados, de acordo com a fundadora da ACPP, têm sido positivos.

“Em Medianeira, a Unila é parceira da associação da cidade. Com esse apoio universitário, os pacientes estão passando por seis meses de teste de um tratamento à base de canabidiol, substância extraída da Cannabis. O canabidiol está trazendo bons resultados para os pacientes de Medianeira e queremos testá-lo aqui, em Cascavel, também”, explicou Wisnieski.

Muitas pesquisas já apontam para o potencial terapêutico do canabidiol no tratamento de Parkinson e alguns pacientes brasileiros têm conseguido vitórias judiciais para obtenção do remédio canábico. Em janeiro do ano passado, por exemplo, o juiz federal Walter Nunes da Silva Junior, da 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, concedeu salvo-conduto para uma idosa importar sementes e cultivar Cannabis em sua própria casa para tratar mal de Parkinson.