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Saúde

Pacientes pedem mais capacitação da classe médica

61,5% dos médicos de clínica geral relatam já foram questionados sobre Cannabis

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Os pesquisadores da The Lambert Initiative for Cannabinoid Therapeutics da Universidade de Sydney chegaram a uma importante conclusão: 61,5% dos médicos de clínica geral relataram que um ou mais pacientes perguntam sobre Cannabis medicinal.

Eles pedem que esses profissionais sejam educados a respeito da medicação e que possam ser autorizados a prescrevê-la aos seus pacientes. “58% dos clínicos médicos que pesquisamos eram a favor da prescrição de Cannabis medicinal, então essa é uma clara maioria dos profissionais”, conta o professor Iain McGregor, da The Lambert Initiative.

Na pesquisa, foi constatado que mais da metade dos clínicos médicos apoiam o uso da substância para casos de câncer, epilepsia e cuidados paliativos. Porém, a maioria dos respondentes afirmam que o seu conhecimento sobre a Cannabis para fins medicinais é inadequado ou, até mesmo, uma situação desconfortável para debater o assunto com seus pacientes.

Como prescrever legalmente?

Dos 640 clínicos médicos, apenas 10 conhecem os trâmites legais para conseguir indicar o medicamento a quem precisa. Para McGregor, o processo é oneroso, demorado e complicado. “É realmente colocar médicos dessa especialidade em uma posição bastante desconfortável, porque ninguém se preparou para treiná-los sobre este assunto corretamente”, diz.


Para prescrever legalmente, o médico precisa estar registrado para uma classe de pacientes ou solicitar acesso por meio do Esquema de Acesso Especial B (SAS-B) da Administração de Produtos Terapêuticos (TGA). Também existe a necessidade de aprovação do corpo de saúde ou venenos e o apoio de um especialista.

“A TGA tem informações em seu site, mas acho que alguns clínicos médicos olham para o site, analisam o processo de inscrição e apenas dizem ‘Estou ocupado demais para lidar com isso'”, completa McGregor.

Eles querem autonomia

Trazer facilidade à essa classe médica pode aumentar os dados acima, por exemplo fornecendo mais autonomia no momento da prescrição. Segundo o médico Bastian Seidel, do Royal Australian College of GPs [clínicos médicos], a instituição já está trabalhando com governos estaduais e federais para oferecer uma estrutura dê permissão aos clínicos médicos prescreverem Cannabis sem entraves.

“A prescrição de Cannabis medicinal é um caso difícil aqui na Austrália e é completamente inadequado – deve ser muito mais direto, deve ser simplificado também. Se o seu médico sente que é apropriado que você consuma a planta e se é apropriado para a sua condição médica, então é claro que o médico deve estar autorizado a prescrever isso”, argumenta Seidel.

 

Fonte: ABC.